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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

XXI Encontro da RBTR

Arteirxs, rueirxs, companheirxs de arte, ofício e lutas: 

   Como sabem, por conta da situação de censura e repressão, fomos forçados a mudar o local do XXI ENCONTRO DA RBTR. Nosso tempo de organização foi reduzido, mas vamos nos encontrar na raça, na resistência.Com todo o carinho e força que temos, estamos correndo atrás de doação de boa comida, estrutura e possibilidades de transporte. Também estamos lutando para conseguir realizar a Mostra Lino Rojas para acontecer na mesma semana, em Parelheiros.
   Para seguir a tão necessária tradição, vamos passar o chapéu virtual. Indo ou não ao encontro, podem fortalecer através do depósito em conta poupança na Caixa Econômica Federal, na conta de Cristiane Lima Pereira, CPF 339.560.298-28
AG. 1609 / 013
C/P 00000299-8

Quem ainda não se inscreveu, por favor preencha o formulário no link: 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

A disputa da arte em uma sociedade conservadora

Adailtom Alves Teixeira[1]

A liberdade é imprescindível para o desenvolvimento das artes. É possível garantir esse desenvolvimento quando à sociedade dá uma guinada conservadora, se pautando por valores morais? Atos recentes ocorridos em museus brasileiros e promovidos por certo “movimento” de olhos nas eleições que se aproximam, lançam o alerta fundamental: mais do que o desenvolvimento da arte, o que está em jogo é o tipo de sociedade que estamos construindo; que direção essa sociedade está tomando. Mas a arte passa a ser importante como sinal, justamente porque ela sempre foi desimportante, principalmente se tomarmos como parâmetros programas públicos de cultura construídos no tempo de nossa jovem democracia, isto é, nos últimos 30 anos.

A arte que acredito deve ter a possibilidade de disputar o imaginário e apontar novos rumos da sociedade, muito embora não seja a arte em si que mudará o país, o mundo. Para que essa arte possa disputar esse imaginário se faz necessário a liberdade, em sentido amplo, pois em uma sociedade de mercado, a censura, na maior parte das vezes, vem pela via econômica, por isso a discussão aqui ficou atrelada, minimamente, à questão das políticas públicas de cultura, ou seja, de como essa mesma sociedade é capaz de entender sua arte e disputar mecanismos de fomento dentro do Estado para que ela cresça e floresça. E aí a cobra morde o próprio rabo, pois em três décadas de nossa jovem democracia temos experiências pontuais de políticas públicas democráticas na área da cultura, mas a grande orientação é mercadológica e não de processos de fomento que permitam a experimentação político-estética. Basta dizer que, no âmbito federal o nosso modelo ainda é a Lei Rouanet. Ou se pegarmos qualquer uma das sete artes, todas que tem grande expressão social são ligadas à indústria cultural. E aqui não cabe e não farei a discussão entre cultura popular, de massa e erudita, isso porque essa separação é histórica e, talvez um dia, sejamos capazes de superá-la, embora saibamos que existem muitas diferenças, mas foge ao escopo da discussão.

Como apontamento em relação à construção de políticas públicas de cultura, cabe deixar claro que, nem mesmo no chamado melhor período de nossa jovem democracia, os anos de governo democrático popular, fomos capazes de construir algo duradouro e os retrocessos vêm em avalanche: desmonte do Minc, ausência de programas públicos de cultura em lei, desmonte do que há nas principais metrópoles – o que demonstra que os artistas não foram capazes de construírem grande lastro social, a ponto dos demais seguimentos sociais lutarem com os artistas pelas conquistas – e, mas recentemente, a censura pública por parte de pequenos grupos conservadores, mas com uma forte capacidade de intervenção midiática e com apelo popular, devido à disseminação do medo. Esse aspecto, o desmonte e o retrocesso social, deixa claro um ponto fundamental, ao menos em relação ao campo aqui em discussão: a esquerda em nosso país nunca deu a devida atenção à força e ao papel da arte na sociedade, somos vistos como penduricalhos à direita e à esquerda.

Quando não somos reconhecidos como importante nem mesmo pelos elementos progressistas, padecemos do abandono do Estado – que, apesar de ser instrumento de dominação de uma classe sobre a outra, deve ser disputado, pois é onde, ainda, estão os instrumentos de regulação social. Abandonada pelo Estado, a arte passa a contar apenas com instrumentos de regulação econômica, isto é, deve ser vendável para sobreviver. Ora, em uma sociedade pautada pela moral, fica claro que arte se destacará: o rebotalho midiático, a indústria cultural. Isso significa que não haverá outra forma de arte? Claro que não, onde há opressão há resistência. Mas não se pode esquecer que os meios materiais também determinam a estética, logo uma arte de resistência talvez fique mais frágil, por mais que se deseje ou se espere o contrário.

Devemos lutar pela liberdade da arte, mas não apenas nós, os artistas, mas sim como sociedade. Sabemos que a liberdade é uma construção social; como construir a liberdade em uma sociedade conservadora? Retomo aqui o texto de Raymond Williams de 1978, Arte: liberdade como dever. O autor discute a liberdade e o dever na arte, entende que “[...] o primeiro dever do artista, em um sentido importante, é ser livre, e o primeiro dever do provimento social das artes é assegurar a liberdade” (2015, p. 131). Claro, o lugar de fala do autor é diferente do nosso, mas nos serve. O autor sabe dos limites da liberdade em uma sociedade de mercado, ainda assim, entende que a liberdade nas artes é “[...] uma necessidade social” (2015, p. 132). Logo, temos uma tarefa: engajar a maior parte da sociedade na discussão.

Essa necessidade de muitas vozes é uma condição de saúde cultural de qualquer sociedade complexa e, assim, a criação de condições para a liberdade do artista, nesse sentido, é dever da sociedade, não para o bem de qualquer artista individual, nem em termos de discussões abstratas sobre direitos, mas simplesmente porque a sociedade precisa de toda experiência articulada e de todas as criações específicas que puder obter (2015, p. 133).

Nascemos no seio de uma família, de uma sociedade e em determinado tempo histórico, logo, a arte que se produz não está dissociada disso tudo. Então cabe perguntar: se não formos capazes de mobilizar, de avançarmos em um debate público sobre a liberdade da arte, o que as próximas gerações estarão produzindo artisticamente daqui a trinta anos? Talvez nossa capacidade de criação, de inventividade seja maior que isso, haja vista, a produção que a periferia das grandes cidades tem dado como resposta artística, inclusive sem apoio do Estado; mas, ainda que seja alentador esse olhar, é preciso lutar agora para que não tenhamos nossa capacidade de resiliência ainda mais diminuído nas próximas décadas. A nossa liberdade é sempre relativa, todo artista é filho de seu tempo histórico, logo sua criação não foge totalmente a isso. O artista do futuro dependerá da sociedade que formos capazes de construir no atual momento histórico.

Bibliografia
WILLIAMS, Raymond. Arte: liberdade como dever. In: WILLIAMS, R. Recursos da esperança: cultura, democracia, socialismo. Trad.: Nair Fonseca e João Alexandre Peschanski. São Paulo: EdUnesp, 2015.



[1] Professor do Curso Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia; Mestre em Artes pela Unesp; articulador da Rede Brasileira de Teatro de Rua; ator e diretor teatral.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

A ARTE NÃO PODE SER CALADA



 


A ARTE NÃO PODE SER CALADA

Campanha da Rede Brasileira de Teatro de Rua pela liberdade de expressão e contra a repressão aos artistas de teatro de rua


1. Faça seu vídeo, no celular, sobre a importância da liberdade de expressão da arte de rua.

2. Use as hastags: #liberdadedeexpressao #diganaoarepressao

3. Fale sobre seu repúdio aos casos de repressão ao teatro de rua que estão acontecendo em vários cantos do Brasil.

4. Ao compartilhar seu vídeo, cole a imagem que acompanha esta mensagem, e também o endereço do blog que foi criado para juntar os mais diversos materiais que formos colhendo: http://artenaopodesercalada.blogspot.com.br

5. Um tempo bom  para seu vídeo ter é em média 1min e 30 seg


Gasto do dinheiro público: Sociedade Cível x Poder Público e o caso do Teatro Paulo Roberto Lisboa


Fernando Silva de Ávila
           
Depois de algum tempo como participante do coletivo cultural “Galpão da Lua” (instituição cultural sem fins lucrativos) e do grupo “Rosa dos Ventos” (instituição cultural com fins lucrativos) que prestam serviços para as três esferas do poder público (Municípios, Estados e União), surgiu-me a vontade de fazer uma comparação rasa entre a severa fiscalização realizada sobre as ações realizadas pela sociedade e aquela exercida pelo Tribunal de Contas da União (TCE) sobre o gasto do dinheiro público pelo próprio Poder Público Municipal.
Neste texto pretendo apenas demonstrar que existem irregularidades e um aparente desrespeito ético com a sociedade. Para isso, usarei como exemplo a rigorosidade encontrada nas contratações que buscamos juntamente a estas instituições públicas, em contraste com a licitação e o contrato para a prestação de serviços técnicos de reforma e adaptação do Teatro Paulo Roberto Lisboa (Sistema de Tratamento Acústico, Cenotecnia, áudio e vídeo - teatro) realizado entre a Prefeitura Municipal de Presidente Prudente e a TMV Engenharia e Construções Ltda. (Contrato celebrado em 09-02-12. Valor – R$2.208.229,63).
Um primeiro ponto para se refletir, diz respeito às grandes exigências colocadas perante a sociedade cívil para que se firme um contrato com o poder público. Inicialmente, uma equipe técnica analisa sua lista de documentação (RG, CPF, CNPJ, contrato social ou estatuto), para em seguida uma comissão “independente”, criada pelo próprio poder público e composta muitas vezes de maneira paritária (poder público x profissionais independentes com notório saber), julgar sua “qualidade artística/cultural”. Desta forma, questionam a relevância da proposta, sua originalidade, singularidade, além do currículo do artista e do grupo/equipe principal e o histórico da atividade proposta. Assim, depois de uma incrível sabatina sobre o mérito artístico-cultural, percebe-se que além de questões práticas muita subjetividade é avaliada.
 Avaliações estas para contratações de espetáculos com valores, para o nosso caso, de no máximo R$15.000,00 (Quinze mil reais), ou projetos mais amplos (cronogramas maiores e mais atividades) com valores até R$100.000,00 (Cem mil Reais).
Assim, além da comprovação de atividades culturais por mais de dois anos, segue-se comumente uma lista de pedidos como:
- Projeto técnico com resumo, apresentação, objetivo, justificativa e orçamento detalhado;
- Cronograma de ações com relatórios mensais;
- Cadastros de proponente e de ações em sites de mapeamentos culturais para rastreamento dos mesmos (Base de Dados RAC interligados entre municípios, Estados e União);
- Plano de Acessibilidade, no caso do MINC com Instrução Normativa específica (n.º 01/2013);
- Plano de Divulgação;
- Plano de Ações de Formações; (Em muitos casos isso é posto como uma atividade que deverá ser oferecida gratuitamente pelo grupo como uma contrapartida social);
- Anuência (permissão) dos locais onde ocorrerão as atividades;
- Clipping (matérias de jornais, fotos e demais materiais falando que somos lindos e cheirosos);
- Mapa de palco com descrição de som, luz e cenário
- Riders técnicos (que são as necessidade de som e iluminação).
- Diversas certidões e declarações:
- Declaração do Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (CEIS);
- Certidão de Débitos Relativos a Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União;
- Certificado de Regularidade do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS – CRF;
- Certidão negativa relativa a débitos inadimplidos perante a Justiça do Trabalho através da Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas – CNDT.

Detalhe: o preço do seu trabalho, na maioria das vezes, já é ditado no edital sem que saibam de suas reais necessidades ou o quanto vale o seu trabalho. Qualquer item desrespeitando o contrato, o mesmo é cancelado.
Isso são documentos necessários para a contratação e na prestação de contas, ao final do projeto, a sabatina ainda é grande e qualquer erro é obrigação devolver o dinheiro que não foi justificado de maneira razoável.
Agora, para contrapor as dificuldades que nós encontramos para um contrato com o poder público, vejamos o caso da reforma do Teatro Paulo Roberto Lisboa.
  Durante a licitação duas empresas concorreram, mas uma foi considerada inabilitada por falta da certidão negativa de pedido de falência ou concordata ou de execução patrimonial. Não houve interposição de recurso por parte da licitante, mesmo sendo uma certidão de fácil obtenção, estranho... Porém, “Queimando a largada” também se percebe que houve irregularidades que foram condenadas pelo TCE. Entre elas, destacam-se: (1) a falta de parâmetro sobre os preços praticados no mercado, o que leva a não comprovação da economicidade e vantajosidade do ajuste; (2) a obrigatoriedade colocada pelo edital de se realizar uma visita técnica por um engenheiro ou arquiteto da própria empresa licitante; e (3) a necessidade de comprovação de aptidão em atividade específica através de um único atestado.
  Com relação à formação técnica do profissional que realiza a visita técnica, não cabe a Administração disciplinar este aspecto, pois se trata “de interesse exclusivo das participantes dos certames, que devem enviar os profissionais se sua equipe que melhor possam estimar os aspectos técnicos e os custos da proposta que será efetuada”, conforme argumenta o TCE. Isso porque conhecer os locais que serão executados serviços ou obras é ônus da empresa interessada, que deve levantar suas próprias necessidades.
Quanto à exigência de comprovação de experiência anterior por meio de um único atestado, afronta a legislação em regência, pois o § 1º, do artigo 30, da Lei nº 8666/93 não estabelece limitação máxima ou mínima ao número de atestados.
  No entanto, o pior de tudo foi não haver a indicação da fonte utilizada para a elaboração do orçamento ou da pesquisa de preços hábeis para mostrar a “compatibilidade dos preços com os praticados no mercado”.  Muito embora a prefeitura tenha afirmado que buscou a proposta mais vantajosa, e que a pesquisa mercadológica foi adequadamente elaborada, refletindo a realidade do mercado, o TCE não se convenceu.
            E assim o TCE procede em 10/06/2014:
        
“Os vícios apontados na instrução comprometem a totalidade dos atos praticados.
A falta de parâmetro sobre os preços praticados no mercado e a não comprovação da economicidade e vantajosidade do ajuste são falhas graves, especialmente no caso, em que não houve uma real concorrência de preços, já que o objeto foi adjudicado à única proposta comercial obtida.”

Frente a tantos erros que afrontam a Lei 8666/93 e a própria Constituição Federal (artigo 37, caput e inciso XXI) foi aplicada uma pífia multa ao ex-prefeito, com base na Lei Complementar nº 709/93, no valor correspondente a 160 (cento e sessenta) UFESPs, ou seja, R$4.011,60 e débito da multa para inscrição na dívida ativa, visando à posterior cobrança judicial caso não fosse pago. Ressalto que este é o valor mínimo da multa, conforme atesta o próprio TCE.
Ainda assim a prefeitura entrou com recurso sobre a decisão da Primeira Câmara, entretanto, a decisão no Tribunal Pleno, em sessão de 07/12/2016, permaneceu a mesma, pois os argumentos colocados não foram convincentes.
Desta forma, usa-se de maneira obtusa R$2.208.229,63 e paga-se multa de R$4.011,20. Assim fica fácil. Uma pena e um desrespeito ao dinheiro público.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

II REUNIÃO DO GT ARTES CÊNICAS NA RUA DA ABRACE


II REUNIÃO DO GT ARTES CÊNICAS NA RUA DA ABRACE

O GT Artes Cênicas na Rua (ACR) tem como perspectiva abordar as artes cênicas (teatro, circo, dança, ópera e performances) realizadas em espaços abertos e externos ao edifício teatral e/ou aos locais fechados, que não utilizem de procedimentos e regras firmemente estabelecidas de seleção e exclusão na convocação do público, onde, estes, não sejam escolhidos por critérios de classe, culturais, linguísticos e geográficos. O GT abarca três grandes campos de ação:

a) Memória – releitura e inserção da participação das ACR na história do teatro;
b) Estética – investigar procedimentos técnico-artísticos utilizados nas ACR e suas possíveis interferências no espaço urbano;
c) Reflexão teórica – estudo das teorias teatrais à luz das ACR e seus diálogos com a história, as chamadas ciências auxiliares (sociologia, antropologia, arquitetura etc) cujas preocupações centrem-se nas relações entre o homem e a cidade

Evento associado: ABRACE

26/07

9h

Mesa de abertura

Local: sala multimídia do Centro Cultural UFSJ


9h30

Mesa: Formação para Artes Cênicas de Rua: o contexto do ensino superior

Com: Eduardo Coutinho (USP)

Igor Schiavo (UFGD)

Mário Santana (Unicamp)

Toni Edson (UFAL)

Moderação: Alexandre Falcão (UNIR)

Local: sala multimídia do Centro Cultural UFSJ


11h30

Interferência artística: Uma Condução Turística Baseada nas Lendas São-joanenses

Artista: Giselle Mara Raimundo

Local: Saída do Centro Cultural UFSJ (percorrendo o centro histórico de São João del-Rei)


16h

Interferência artística: E começa mais um Jogo da Via

Artistas: Rayne Sena e Jhon Hebert Cardoso

Local: Praça da Bíblia (Coreto – região central de São João del-Rei)


16h20

Interferência artística: Antes que eu volte a ser nada ou A emboladeira de fitas

Artista: Matheus Correa

Local: Saguão Centro Cultural UFSJ


16h45

Palestra: Teatro do Oprimido, uma construção periférica-épica

Autor: Geraldo Britto Lopes (CTO-Rio)

Local: sala multimídia do Centro Cultural UFSJ


18h

Interferência artística: Inflamação

Artista: Luana Luzia e Priscila Mathilde

Local: Calçadão Central (Centro de São João del-Rei)



27/07

8h30

Interferência artística: Assemblage n° 1 e n° 2.

Artistas: Isabella Canto e Suzana Araújo

Local: Saguão Centro Cultural da UFSJ


9h

Mesa: Formação para Artes Cênicas de Rua: o contexto da pesquisa e extensão

Com:

Alexandre Mate (Unesp)

Cecília Lauritzen (URCA)

Licko Turle (Aldeia Casa Viva)

Moderação: Alda Souza (UESB)

Local: Sala Multimídia – Centro Cultural da UFSJ


10h30

Interferência artística: “Mamão”.

Artista: Suzana Araújo

Local: Saguão Centro Cultural da UFSJ


10h45

Comunicação de trabalhos: Tema – Artes cênicas de rua na educação superior

1 – O Príncipe Feliz: da sala de aula para rua. Autora: Alda Fátima de Souza (UESB);

2 – A Rua da Praia e seus artistas: procedimento pedagógico para rua. Autora: Gabriela Tarouco Tavares. (UFRGS);

3 – Possibilidades da recepção no teatro de rua a partir de duas experiências no Cariri. Juazeiro do Norte – CE: Universidade Regional do Cariri (URCA). Autora: Joelma Ferreira da Silva;

4- Coletivo Pipa Azul – o corpo performativo na relação arte-pesquisa-docência. Autor: Levi Mota (UFC);

5 – Quando a Demanda Acadêmica se Cruza com a Demanda Popular. Autor: Diego José Domingos (UFSJ);

6 – A renovação da cena nos reencontros do artista cênico com o público. Autores: Rayne Sena e Jhon Hebert Cardoso (UFSJ).

Local: sala multimídia do Centro Cultural UFSJ

13h

Interferência artística: Lab/or/atório

Artista: Jesualdo Júnior

Local: Praça do Carmo (Centro)


16h

Interferência artística: Projeto Aquarela – Performance: “Identidade”

Artistas: Abraão Lavor e Natália Carolina

Local: Praça do Carmo (região central da cidade)


16h30

Interferência artística: Tupã

Artista: Amanda Terra

Local: Praça do Pelourinho (região central da cidade)


16h45

Comunicação de Trabalhos: Temas – História, registro e análise da produção teatral de grupo voltada para a rua.

Dança e práticas corporais na rua


1- Big Brain. Autora: M. Cavallini; F. Marques (Fiocruz).

2 – Detritos sobre treinamento: a prática de um jovem encenador para jovens atuadores na criação de contos para flores roxas e murchas. Autor: Luiz Eduardo Rodrigues Gasperin (Unicamp).

3- A presença e a fisicalidade exploradas na rua: percepções do corpo em cena. Autor@s: Júnio de Carvalho Silva. William Francisco Paulo. Juliana Monteiro (UFSJ).

4 – Poética das Peles: Contato Improvisação como Ação Estética e Política. Autora: Romíria Penha Turcheti Vasconcelos (UFSJ);

Local: sala multimídia do Centro Cultural UFSJ



28/07

8h30

Interferência artística: Ritual para não ferir

Artistas: Ana Paula Alab, Caroline Manso e Yiara Linma.

Local: Escadaria do Teatro Municipal (região central da cidade)


9h

Interferência artística: Beijo na boca é coisa do passado

Artistas: Lucas Galdino e Thiago Gomes

Local: Centro Comercial (na Avenida Tancredo Neves, região central da cidade)


9h30

Interferência artística: DeseNcorpo

Artistas: Andrezio Sousa, Cecilia Campos, João Jesualdo do Nascimento, Joelma Ferreira, Lucas Galdino, Rafael Moraes, Renato Érikles Almeida, Taiomara Souza, Taynária Romão e Thiago Gomes.

Local: Centro Comercial (na Avenida Tancredo Neves, região central da cidade)


10h15

Comunicação de trabalhos: Tema – Práticas performativas na rua e intervenção urbana

1 – Lugar físico e de memória na performance “Nós”. Autoras: Ana Paula Alab de Oliveira (UFAC) e Caroline Barbosa Manso (UFMG).

2 – O teatro que corre nas vias. Autor: Marcelo Sousa Brito (UFBA).

3 – As práticas performativas de rua e o olhar do espectador ao corpo feminino: uma análise sobre a performance “Saia-A- Tempo” da Cia Impar de Teatro. Autoras: Lika Rosá e Carol Greco (PUC- SP).

4 – Intervenções urbanas em meio à instabilidade política: análise das ações “O enterro” e “Descongele após vinte anos” do grupo de pesquisa “Transeuntes – Estudos sobre Performance”. Autores: Diego Souza e Kauê Rocha (UFSJ).

5- “Venha tomar chá com as bonecas” e “esconda seu rosto”: análise acerca de duas ações realizadas pelo grupo de pesquisa “Transeuntes – estudos sobre performance”. Autora: Fernanda Silveira.(UFSJ).

6- Ecos da exposição do corpo feminino na arte da rua. Autoras: C.A.S.F Guedes. M.G.P. Lucenti (UFSJ).


Local: sala multimídia do Centro Cultural UFSJ


14h

Performance: “Roda… rodar… rodei!”

Artistas – Lino Rocca e Vânia Santos (CETA – Centro Experimental de Teatro e Artes)

Local: sala 2.05 – Campus Santo Antônio/UFSJ


14h30

Comunicação de trabalhos: Tema – Práticas performativas na rua e intervenção urbana

1- O corpo como Imagem: Uma leitura corporal. Autora: Gabriela Rodrigues Ferreira (UFSJ).

2- Os limites entre o real e o ficcional no teatro performativo. Autora: Laura de Paula Resende (UFSJ).

3- A Emboladeira de fitas: A Narrativa como forma de diálogo com o espaço urbano. Autor: Matheus Correa Santos (UFSJ).

4- A verdade e a presença cênica no teatro de rua a partir do trabalho “interior” do ator. Autor: Diogo Rezende (UFSJ).

5 – Uma Condução Turística Baseada nas Lendas Sanjoanenses. Autora: Giselle Mara Raimundo (UFSJ).

6- Descongele após 20 anos. Autora: Tatiane Talita de Jesus Silva (UFSJ).


Local: sala 2.20 – Campus Santo Antônio/UFSJ


16h30

Interferência artística: Saia-A- tempo

Artistas: Carol Greco e Lika Rosá

Local:Praça do Coreto, Centro


17h30

Interferência artística: sÓ

Artistas: Ranielle Ferreira Lessa e Sâmia Ramare de Oliveira Mendes.

Local: Calçadão, Centro


REALIZAÇÃO DO EVENTO ASSOCIADO



CARTA DE REPÚDIO AO PROJETO DE EMENDA (PE 02/17) À LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE LONDRINA



CARTA DE REPÚDIO AO PROJETO DE EMENDA (PE 02/17) À LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO 
Londrina, 27 de junho de 2017.  
O Movimento dos Artistas de Rua de Londrina (MARL), o movimento de ocupação de moradia do Conjunto Flores do Campo e as entidades e movimentos listados abaixo, vêm por meio desta manifestar repúdio ao Projeto de Emenda à Lei Orgânica do Município PE 02/17, que visa criminalizar ocupações, seja por moradia ou de cunho cultural/social, realizadas no município de Londrina, por ONGs, associações ou pessoas físicas.
Esta carta repudia ainda o artigo 6º na presente emenda que proíbe pessoas físicas que participaram de ocupações de pleitear uma moradia junto à COHAB. O  direito à moradia, constante no artigo 6 da Constituição Federal , vem sendo reiteradamente violado, sendo as imensas e quase que imutáveis filas de habilitação a única esperança de várias famílias que buscam uma moradia digna. Suprimir a participação de tais pessoas, que encontram nas ocupações de espaços sem uso e que não cumprem a função social, é violar, novamente suas existências.
Defendemos que os espaços públicos que não estejam cumprindo sua função social - conforme artigo 5º, XXIII da Constituição Brasileira - podem e devem ser ocupados por movimentos, sejam por moradia ou para fins culturais e sociais, tendo o poder público, obrigação de acolher as reivindicações desses movimentos e negociar doações ou permissões de uso, com vistas a cumprir a função social da propriedade como manda a Constituição Federal.
O MARL surge em 2012 com o objetivo de lutar por políticas públicas para a cultura, pela livre expressão artística em espaços públicos e pela democratização de acesso e produção culturais. Desde o início uma das reivindicações era a apresentação de uma listagem de espaços públicos ociosos para serem ocupados por coletivos artísticos culturais. Uma vez que essa listagem nunca apareceu, o MARL ocupou, em 27 de junho de 2016 o barracão da antiga sede da ULES, que estava abandonado a mais de 10 anos. Desde então o MARL vêm realizando uma série de melhorias no espaço visando atender um público cada vez maior.
O Conjunto Flores do Campo foi ocupado no dia 30 de setembro de 2016 por cerca de 1000 famílias. A construção, feita através do projeto de moradia popular do governo federal, estava a 6 meses parada, com apenas 48% da obra concluída. Retomando a função social dessa propriedade abandonada, os moradores fizeram várias melhorias nas casas e no bairro, trazendo linha de ônibus, coleta de lixo, creche, horta comunitária e comércios para abastecer as famílias que moram no lugar.
Desde então os moradores do Flores do Campo passaram a sofrer sistematicamente repressão policial, boicotes e preconceito, culminando com a ação policial que mobilizou cerca de 10 viaturas da ROTAN, uma do CHOQUE e um helicóptero, dando tiros com bala de borracha, bombas de gás e agredindo moradores inocentes para cumprir um único mandato de prisão na tarde da última quinta-feira, dia 22 de junho.
Por isso, todos os movimentos que assinam essa carta exigem:
- a retirada do PE 02/17 da pauta da Câmara Municipal de Londrina, que criminaliza a luta pelo direito à moradia e à função social da propriedade;
- a imediata regularização das duas ocupações citadas e de todas as ocupações de moradia de Londrina, que segundo dados oficiais, apresenta um déficit de moradia de quase 70 mil pessoas, contando apenas as que conseguem dar entrada ao pedido na COHAB;
- a imediata apuração das denúncias de abuso de poder que se têm visto nas últimas ações policiais no Conjunto Flores do Campo.
RBTR – Rede Brasileira do Teatro de Rua
MARL - Movimento dos Artistas de Rua de Londrina.  
Movimento de Ocupação de Moradia do Conjunto Flores do Campo.
MNDH-PR - Movimento Nacional de Direitos Humanos do Paraná.
CDH – Centro de Direito Humanos de Londrina.
Coletivo Lutas – UEL.
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná.  
Diretório Central dos Estudantes (DCE) – UEL.  
Comitê do Passe Livre.
Comitê Contra a Repressão Policial.  

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Leitura coletiva de A Sociedade do Espetáculo


Em comemoração aos cinquenta anos do lançamento do livro de Guy Debord, A Sociedade do Espetáculo, o Teatro Ruante, em parceria com o PAKY`OP: Laboratório de Pesquisa em Teatro e Transculturalidade, fará a leitura coletivo do livro em epígrafe. Serão doze encontros nos quais se abordará conceitos e propostas da obra Situacionista.
Os interessados em participar deverão enviar e-mail para teatroruante@gmail.com preenchendo os seguintes dados:
Assunto: A Sociedade do Espetáculo
Nome:
E-mail:
Formação:
Justifique seu interesse:

Guy Debord
Guy Debord foi um filósofo, cineasta e crítico cultural francês. 

Sobre o Livro
O livro "A Sociedade Do Espetáculo" pode ser descrito como uma crítica feroz à sociedade contemporânea.

Sobre o Teatro Ruante
O Teatro Ruante foi criado em 2004 na cidade de São Paulo, onde produziu três espetáculos (Clown Show, Que Palhaçada é Essa Aqui?, Casamento na Roça – pernas pra que te quero), com os quais realizou temporadas e participou de festivais. Em 2015 mudou-se para a cidade de Porto Velho/RO e vem contribuindo com a cena local com seu repertório e ações, sobretudo no teatro de rua.
O grupo tem como fonte inspiradora o universo popular e busca fundir em seus espetáculos a linguagem circense, o teatro de rua e a música; tem como propósito apresentar-se em espaços abertos e alternativos, visando uma comunicação direta com o público das mais variadas idades.

Atualmente o grupo conta com dois espetáculos em repertório: Que Palhaçada é Essa Aqui? (2015) e Era Uma Vez João e Maria... e ainda é (2016), com as atividades Cabaré do Ruante e a Histórias de Contar (2017).