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domingo, 29 de dezembro de 2013

Um grito necessário: Aqui não, senhor patrão!


Adailtom Alves Teixeira[1]

Todo espetáculo teatral de rua começa no momento em que os artistas decidem qual será o local da apresentação, começam a dispor o material cênico nesse espaço e a dialogar com o público. A esse procedimento seus fazedores chamam de aquecimento da roda ou de público. Uma hora antes da apresentação, no calçadão da Rua Dom Pedro II, no centro de Guarulhos, os integrantes do Núcleo Pavanelli já estava com tudo montado e brincavam entre si e com o público, anunciando, sempre em coro, o espetáculo do dia: Aqui não, senhor patrão! O espetáculo ocorreu no dia 18 de dezembro de 2013, dentro da 5ª Mostra de Teatro de Rua de Guarulhos, realizado pelo Movimento Cabuçu em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura. Ao longo dessa uma hora que antecedeu o espetáculo propriamente dito, o aquecimento da roda ocorreu por meio de piadas e brincadeiras, com o caráter de rebaixamento, principalmente dos atores, poesias, músicas, em que nada e ninguém são poupados, criando, assim um clima favorável, pois desmontam qualquer hierarquia que possa existir entre atores e público. Dessa forma, todos ficaram à vontade, afinal todos estão no mesmo espaço, no mesmo nível, e o que o aquecimento pretende dizer também é que todos são iguais.

Ainda antes de começar, é feito um pedido de licença ao espaço e às pessoas em forma de músicas, sobretudo indígenas e de matriz afro. A cultura do excluídos serve para irmanar ainda mais a todos, ao mesmo tempo em que pré-anunciam o que deve vir pela frente, pois as músicas falam de exploração, de trabalho e de luta. O público é convidado para dançar, afinal, como diz um ator, “a rua é pública”. Para ilustrar que tudo pode, o ator Lucas Branco dança com um adolescente, quebrando os preconceitos que nos são impostos, de que homem não dança com homem. Anunciam os versos da canção: “Ah! Quem deu esse nó/ não sabe dá/ esse nó tá dado/ e eu desato já”.
Começa Aqui não, senhor patrão! Criado em 2011, o espetáculo visa discutir a exploração do trabalhador, passando por espaços e tempos históricos distintos, demonstrando, assim, que não importa as mudanças, o trabalhador é sempre explorado por aqueles que detêm os meios de produção. O espetáculo inicia apresentando um casal, recém casados, que buscam no trabalho o sonho de uma vida melhor. Perpassam pelo trabalho no campo, em um curtume e uma fábrica; demonstrando, em quase cem anos de história, como os mesmos não decidem sobre suas condições de vida. Se, por um lado, poderíamos achar ilógico tanto tempo de vida e de trabalho, por outro, esse casal é apenas a representação do homem e da mulher que trabalha, símbolo dos trabalhadores não são personagens com histórias individuais, com começo meio e fim. Trata-se de um recurso épico muito interessante e os assistentes logo se identificam. Aliás, as personagens são rodiziados pelos atores, não se fixando a nenhum ator ou atriz.

O Núcleo Pavanelli surgiu e 1999, unindo circo e teatro de rua. Esses dois elementos continuam muito fortes como demonstra o espetáculo em epígrafe. O circo tem deixado as cenas ainda mais teatrais, na medida em as técnicas circenses não são utilizadas como mera exibição de habilidades, mas inseridas de forma bem contextualizada. O malabares e a pirofagia, por exemplo, ilustrando o excesso de trabalho e de exploração, a acrobacia utilizada em uma luta entre dois trabalhadores.
O grupo sabe que arte e sociedade não estão separados e que seus criadores não devem se furtar a discutirem sem tempo histórico. Assim, o espetáculo tem recurso didático e as músicas cumprem um grande papel. Em uma delas, por exemplo, perguntam: “Quem hoje sabe o que é luta de classes? Quem luta pelo que não sabe?” O espetáculo vai se desenvolvendo para que o trabalhador tome consciência que apenas juntos podem realizar algumas conquistas, enfrentar o patrão. Assim, finaliza em uma greve – que sabem ser apenas um primeiro passo da luta – que o público adere. Bastante simbólico a união entre público e atores, ambos trabalhadores. Assim, o espetáculo inicia criando a possibilidade de igualdade entre cena e assistência, entre atores e público e se encerra com todos irmanados por uma causa comum: a luta contra um sistema desagregador e explorador; luta simbolizada em forma de greve.
O espetáculo é bastante musical, tudo executado ao vivo. As músicas ora envolvem, ora distanciam, ora explicam. A música é tão forte, que em uma cena em que tudo ocorre por meio da fala – a cena em que o patrão faz o pagamento mensal – fica um pouco mais lenta em relação as demais.

Ao término do espetáculo, os atores deixam claro que os patrões encontraram outras formas de explorações e que a greve é apenas um passo na organização, por isso o Núcleo Pavanelli se junta a movimentos sociais que tem a perspectiva de acabar com a exploração do homem pelo homem. Depois, o microfone fica aberto para quem quiser falar. Destaco duas falas. Uma de um senhor, que disse ser morador de rua, que agradeceu pelo espetáculo e afirmou que por viver em condição de rua, não o deixam trabalhar, é um desterritorializado do trabalho; outra fala veio de uma criança, Jéssica, que disse ter um sonho: gostaria que quando crescesse fosse respeitada, já que sua mãe, no trabalho dela, não é. Denúncias claras de um sistema que oprime, explora e nos separa de nossa humanidade.
Depois disso, vem a festa, um maracatu, pois como afirmou o ator em cena: “não existe revolução sem festa”. O espetáculo denuncia, ensina e festeja com o público, afinal como escreveu Paulo Leminski em Toda poesia (2013):
em la lucha de clases
todas las armas son buenas
piedras
noches
poemas
Por fim, importante registrar o nome de quase todos que participaram desse processo. Atores: Beatriz Barros, Lucas Branco, Marcelo Roya, Mizael Alves, Otávio Correia, Sabrina Motta, Sidney Herzog e Tiago Cintra. Direção de Marcos Pavanelli. Direção musical de Charles Raszl, Dramaturgia de Simone Brites Pavanelli, com orientação de Calixto de Inhamuns.



[1] Ator, diretor; mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Unesp; integrante do Núcleo Paulista de Fazedores e Pesquisadores em Teatro de Rua; articulador da RBTR e do MTR/SP; integrante do Buraco d`Oráculo.

sábado, 21 de dezembro de 2013

A quase morte de Zé Malandro - Crítica

Registro da apresentação do Grupo de Teatro Drão - PE com o espetáculo A quase morte de Zé Malandro durante do X Festival de Teatro de Rua do Recife.

O Grupo de Teatro Drão - Pe, apresentou na Praça do Diário "A quase morte de Zé Malandro, sujeito imaginário e real contraditoriamente, seria ele da linhagem dos malasartes, chicos, bastiões, entre outros.

É também um homem desses comuns que encontramos nas vielas e esquinas das cidades, com seus baralhos, rinhas ou dominós, ele joga sua sorte ou infortúnio, pobreza, falta de perspectiva, educação, trabalho e mais e mais... Por isso torcemos pelo Zé, quisera ser ele e ter poderes místicos para burla e subjugar a morte-miséria que vem com o diabo-capital. Sistema que como no espetáculo vem enfeitada, cheirosa, atraente nos chamando para bailar a dança da mentira e exploração; levando-nos em seus braços para mais infortúnios...

Por isso torcemos pelo Zé, quisera todos nós ter a mesma astucia marginal que se aprende nas ruas, que se aprende da vida calejada de não ter trabalho, comida, casa, escola, mais e mais...

O Drão tenta reunir e aproximar o cavalo marinho da encenação, no inicio do espetáculo os atores fazem a dança dos arcos, como uma espécie de chamada ou chegança. Todavia a brincadeira do cavalo marinho pode invadir mais a brincadeira Drao, Zé malandro pode ser um fragmento do universo teatral popular presente na brincadeira, onde ele possa realizar um mergulhão corpóreo espacial nos bastiões e mateus. Assim, captando mais instabilidade, malandragem, desordem, inconstância e festividade, elementos próprios dessas figuras; vindo a ser a força matriz da corporeidade social de Zé Malandro, mesmo velho e de bengala. O grupo tem repertório e pesquisa suficiente nesse campo, para executar essa dança de encontro mais visceral com a brincadeira.

Assim como no cavalo Marinho, os personagens também passeiam entre o místico e o real; Zé malandro, a velha, o diabo, a morte, o santo, são figuras do imaginário nordestino. E como também tem o cantador no cavalo marinho, que costura a entrada dos brincadores; no espetáculo o grupo utiliza uma narradora, que é uma interlocutora com o público, conta a saga do Zé, canta a entrada nos personagens.
Nesse sentido, penso que todos os atores devam buscar seu brincante interior, e assim construir seu trupé pessoal, dançando, cantando, girando, brincando. Zé malandro e a narradora, já dão seus passos nessa construção. Até porque, a apresentação do espetáculo contou com a riqueza musical do mestre Ulisses Cangaia, brincante de cavalo marinho, que encheu de mais vida as peripécias de Zé Malandro, ressoando no som sertanejo e en-cantador da sua rabeca.

O Público da Praça do Diário, assistia torcendo, vibrando, rindo e brincando com a zombaria, enganação, malandragem e esperteza de Zé. Premiado com poderes místicos porque no seu caminho passou a sorte, sorte de malandro; uma velha bruxa, feiticeira, andarilha de estradas, que dotou Zé de encantos mágicos para ludibriar inimigos.

É um sujeito desses tão "malacubaco", "malassombro", sagaz, que por não ter nada foi lhe ensinado tudo. Quisera todos nós, sendo dessa natureza quem nem o diabo quer... Pois mesmo com todas as tentativas para não morrer, lutando, resistindo e existindo na vida de batalha que todos vivemos, o malandro cai, tomba, no entanto, em sua (des)indetidade ele não é bem vindo em lugar algum, e teimosamente habita todos os lugares. Zé malando nosso anti- herói, brincador de façanhas imaginárias, ganhador de todas as batalhas que nós desejosamente queríamos ganhar ao menos uma vez no cotidiano.

Olinda, 19 de dezembro de 2013.
Raquel Franco, Atriz e Palhaçada na Trupe Circuluz Cia de Artes. 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Crítica de O Cuscuz Fedegoso

Texto de registro da apresentação do "O Cuscuz Fedegoso" / grupo Buraco do Oráculo - SP durante o X Festival de Teatro de Rua do Recife

"Uma ajuda senhor, uma ajuda senhor"... A Rua é o teatro e o Teatro é a rua - assim pensei quando entra em cena o mendigo–malandro- faminto do espetáculo "O Cuscuz Fedegoso" do grupo paulistano Buraco do Oráculo. - Eles estão falando da rua, das coisas das ruas, da vida artéria das ruas, da fome das ruas; cheiros, boca, bunda, comida, doença, morte, burla e esperteza, é o compêndio de diversidades que são as ruas.


A estética do espetáculo traz diversas construções da natureza da criação espetacular das ruas, elementos do que poderia chamar de "espetacularidade de rua". Os personagens, por exemplo, trazem em seus corpos, figurinos, trejeitos e fala, características da bufonaria. São protuberâncias, falos, erotismos, sensualidades e sexualidades, fome e desejo. Não é um tipo apenas de linhagem bufonesca, mas várias, perceptíveis na astúcia; no entanto, e acho que esse é o maior ganho do trabalho, é uma bufonaria com fazer e olhar contemporâneos.

Os bufões são seres urbanos, leva de criaturas marginais que habitam as cidades, fruto dos excrementos sócio políticos que ela produz, todavia nos projetam a visão da potência transformadora e visceral que mina da dor, exclusão e necessidades (materiais e afetivas de todos os tipos), possibilitada por que eles sublimam e mostram um mosaico de liberdades, união, eloquência e abundância de força e vida.

No espetáculo são bandos das urbes atual, espalhados entre nós, muitas vezes somos nós. Foi essa identificação talvez, que trouxe "Maria" para a cena do cuscuz. Logo no inicio do espetáculo entra em cena duas pessoas na roda, um homem e uma mulher, eles não eram do elenco, mas passaram a ser. Tanto, que não sei como o cuscuz será sem "Maria".

O homem interagiu, brincou, divertiu-se e saiu dando adeus ao mundo dentro do outro mundo maior, porém Maria (e esse foi um nome fictício que a mesma ganhou como nova personagem do espetáculo) ela ficou e brincou, Maria trouxe e viveu seu mundo de becos, ruas, desejos, fome, erotismo e dor, compartilhando essa vivência.

Instaurou-se o caos, bendito seja o caos, no já preparado e temperado cuscuz fedegoso. Inicialmente os atores tiveram um ritual de passagem, hesitaram e temeram, pois estavam à beira do precipício que Maria escancaradamente queria lança-los, mas para nossa alegria e deleite, eles se jogaram no abismo e voaram como um bando, uns deram voos rasantes, lindos de ver, outros, mais timidamente ensaiavam suas asas abertas na aventura e imprevisibilidade que se apresenta o teatro de rua.

No cenário, alguns apetrechos e quinquilharias utilizados nas cenas, remeteram a influencia do barroco popular, misturado a plasticidade convulsiva e emaranhada do artista Bispo do Rosário. Perceptível pela deformidade, cores, arabescos, detalhes, miniaturas, colagens e fragmentos. É uma plasticidade preenchida, que enche nossos olhos, provocando atração, mas também medo e repulsa.

É um espetáculo que dialoga sobre os desejos da natureza humana, as necessidades básicas da vida - a fome, sexo, saúde, a sobrevivência e existência.  E toma para si a zombaria, ironia, escárnio, burla. Cada vez que o cuscuz se misturar as ruas, vai ficando mais apetitoso, tomando o rumo de reencontro com sua estética, podendo então mais exalar, desnudar e fazer o público deleita-se.

Um dia antes na Praça da Mustardinha, bairro do Recife, foi realizado apresentação do espetáculo, no entanto o cuscuz só "fedegou-se" na Praça do Diário, centro efervescente da capital pernambucana. Nessa apresentação entrelaçaram-se estéticas e estéticas, onde a rua com seu emaranhado de seres, imagens, força e imprevisibilidade atacou o cuscuz, temperou a seu modo e comeu até o último farelo amarelado, muitas vezes cuspindo-o de volta em outras receitas e sutilezas.

Olinda, 18 de dezembro de 2013.
Raquel Franco, Atriz e Palhaçada - Trupe Circuluz Cia de Artes.

Texto / Lei do Artista de Rua de Porto Alegre

Texto da Lei do Artista de Rua de Porto Alegre.

PROC. Nº 1882/13
PLL Nº 200/13
PROJETO DE LEI

Dispõe sobre a apresentação de artistas de rua nos logradouros públicos do Município de Porto
Alegre, revoga a Lei nº 10.376, de 31 de janeiros de 2008 e dá outras providências.

Art. 1º Ficam permitidas manifestações culturais de artistas de rua no espaço público aberto, tais como praças, anfiteatros, largos e vias.

Art. 2º A permissão de que trata o art. 1º desta Lei fica condicionada à observância dos seguintes requisitos:

I – gratuidade para os espectadores, permitidas doações espontâneas;

II – permissão da livre fluência do trânsito, da passagem e da circulação de pedestres, bem como o acesso a instalações públicas ou privadas;

III – utilização de fonte de energia para alimentação de som com potência máxima de 30 (trinta) kVAs; e

IV – inexistência de patrocínio privado que as caracterize como um evento de marketing, salvo projetos apoiados por leis municipal, estadual ou federal de incentivo à cultura.

Art. 3º Para os fins desta Lei, consideram-se atividades culturais de artistas de rua o teatro, a dança, a capoeira, o folclore; a representação por mímica, inclusive as estátuas vivas; artes circenses em geral, abrangendo a arte dos palhaços, dos mágicos, do malabarismo, dos saltos mortais no chão ou em trapézios; artes plásticas de qualquer natureza; espetáculo ou apresentação de música, erudita ou popular, vocal ou instrumental; literatura, poesia, desafios poéticos, poesia de cordel, improvisação e repentistas; recital, declamação ou cantata de texto.

Parágrafo único. Durante a atividade ou evento, fica permitido ao artista receber doação espontânea em troca de bens culturais duráveis, vinculados às apresentações do(s) artista(s) ou grupos.

Art. 4º As manifestações culturais de que trata esta Lei independem de prévia autorização dos órgãos públicos municipais e não estão sujeitos à cobrança de quaisquer tributos ou preços públicos.

Art. 5º O responsável pela manifestação cultural informará ao Executivo Municipal o dia e a hora de sua realização, a fim de compatibilizar o compartilhamento do espaço, se for o caso, com outra atividade da mesma natureza no mesmo dia e local e possibilitar prévia divulgação.

Art. 6º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 7º Fica revogada a Lei nº 10.376, de 31 de janeiro de 2008


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Carta do 4º Encontro da Rede Sul

CARTA DO 4º ENCONTRO DE TEATRO DE RUA DA REGIÃO SUL - RBTR

       

Os artistas trabalhadores e grupos da região sul – RS, SC e PR, articuladores da Rede Brasileira de Teatro de Rua reunidos em Londrina – PR, entre os dias 14 e 15 de dezembro de 2013, realizaram o 4º Encontro de Teatro de Rua da Região Sul - RBTR, reafirmando a missão de lutar por políticas públicas culturais com investimento direto do Estado em todas as instâncias: Municípios, Estados e União, endossando, ainda, a luta por um mundo socialmente justo e igualitário.

Em busca do aperfeiçoamento dos sonhos dos articuladores da Rede, a programação do 4º Encontro de Teatro de Rua da Região Sul contou com um cortejo/apresentações pelo centro da cidade e plenárias realizadas nas Vilas Culturais Casa do Teatro do Oprimido e Alma Brasil, esta última tendo sediado também o Sarau Cultural que finalizou o evento.

Este encontro foi organizado pelo MARL – Movimento dos Artistas de Rua de Londrina, movimento este formado por grupos culturais de diversas linguagens: teatro, música, grafite, rap, intervenções audiovisuais, artesanato, cultura popular, entre outros.  Surgiu no ano de 2012 com o objetivo de articular os artistas de rua da cidade, alertando à necessidade de políticas públicas para as artes públicas.

A Rede Brasileira de Teatro de Rua, criada em março de 2007, em Salvador/Bahia, é um espaço físico e virtual de organização horizontal, sem hierarquia, democrático e inclusivo. Todos os artistas-trabalhadores e grupos de rua e afins pertencentes a ela podem e devem ser seus articuladores para, assim, ampliar cada vez mais suas ações e pensamentos.

Os articuladores da região sul pertencentes à Rede Brasileira de Teatro de Rua, com o objetivo de construir políticas públicas culturais mais democráticas e inclusivas, defendem:

  • A criação de programas de ocupação de espaços públicos, para sede dos grupos de pesquisa e trabalho continuado, tornando-se centros de referência para as artes de rua;
  • Manutenção, aprimoramento e permanência de espaços públicos que já possuem ocupação de grupos de pesquisa através de comodato e/ou convênios;
  • Que as instâncias públicas e privadas respeitem a tradição de "passar o chapéu" nas apresentações dos artistas de rua, independente de haver ou não subvenção para a realização do espetáculo;
  • Representações das artes de rua nas comissões regionalizadas dos editais públicos, colegiados setoriais e conselhos das instâncias municipal, estadual e federal;
  • Imediato aumento do aporte de verbas para a Lei de Fomento de Porto Alegre - RS e o Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PROMIC) da cidade de Londrina – PR, bem como a criação de novas leis em outros municípios dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná;
  • Garantir a remuneração dos membros da comissão avaliadora dos projetos do PROMIC, em Londrina – PR;
  • Assegurar pelo menos 1% do orçamento dos municípios para a cultura;
  • A extinção de todas e quaisquer cobrança de taxas, bem como a desburocratização para as apresentações de artistas-trabalhadores, grupos de rua e afins, garantindo assim o direito de ir e vir e a livre expressão artística, em conformidade com o artigo 5º da Constituição Federal Brasileira;
  • Imediata aprovação da Lei dos Artistas de Rua nas cidades de Londrina – PR e Florianópolis – SC;
  • Aprovação e regulamentação imediata da PEC 150/03, atual PEC 147, que vincula para a cultura o mínimo de 2% do orçamento da União, 1,5% do orçamento dos Estados e Distrito Federal e 1% dos orçamentos dos municípios;
  • Extinção da Lei Rouanet e de quaisquer mecanismos de financiamento que utilizem a renúncia fiscal;
  • A utilização da verba pública através do financiamento direto do estado, por meios de programas e editais, em formas de prêmios, elaborados pelos segmentos organizados da sociedade;
  • A criação de programas específicos em nível municipal, estadual e federal que contemplem: produção, circulação, formação, registro, documentação, manutenção e pesquisa, mostras e encontros para as artes de rua e mérito artístico na capital e interior dos estados;
  • Aumento da participação dos espetáculos de rua em festivais consolidados como: Porto Alegre Em Cena (RS), Caxias em Cena (RS), Floripa Teatro - Isnard Azevedo (SC), FITA Floripa (SC), Festival de Teatro de Curitiba (PR), Festival Internacional de Londrina - FILO (PR), FENATA (PR), entre outros, com objetivo de promover o intercâmbio e a troca de experiências entre os artistas;
  • Que os espaços públicos (ruas, praças, parques, entre outros), sejam considerados equipamentos culturais e assim contemplados na elaboração de editais públicos e no Plano Nacional de Cultura;
  • Que os editais para as artes sejam transformados em leis para garantia de sua continuidade, fomentando também o intercâmbio entre companhias de diferentes cidades;
  • Que os editais Myriam Muniz e Artes na Rua sejam publicados no primeiro trimestre de cada ano com maior aporte de verbas e que seja publicada a lista de projetos contemplados e suplentes, além da divulgação de parecer técnico de todos os projetos avaliados;
  • Que os editais sejam regionalizados e sejam criadas comissões igualmente regionalizadas, tendo ainda a atribuição de acompanhar o projeto até sua finalização com os respectivos pareceres;
  • Que as estatais contemplem com equidade em seus editais as artes de rua, respeitando o critério de regionalização;
  • Apoio financeiro do Ministério da Cultura, através das suas secretarias e fundações vinculadas, aos Encontros de Teatro de Rua;
  • Criação de Fundos Estaduais, com distribuição das verbas de forma equânime entre as cidades;


O Teatro de Rua é um símbolo de resistência artística, comunicador e gerador de sentido, além de ser propositor de novas razões no uso dos espaços públicos abertos. Assim, reafirma-se o dia 27 de março, dia mundial do teatro e dia nacional do circo, como o dia de mobilização nacional por políticas públicas, e conclamam-se os artistas-trabalhadores, grupos de rua e afins e a população brasileira a lutarem pelo direito à cultura e à vida.

"Um Artista de Rua faz mais que um Ministro da Cultura" – João Pé-de-chinelo – Grupo Manjericão.

Vila Cultural Alma Brasil, Londrina, PR - 15 de dezembro de 2013.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Povoar o imaginário com a possível mudança


Adailtom Alves Teixeira[1]

A rua é um espaço de disputa. No campo da arte é disputa pelo próprio espaço de expressão da mesma, na medida em que se concorre com pastores, sons dos mais diversos, vendedores, eventos dos mais diversos etc. No caso de uma arte que se propõe intervencionista, isto é, que visa discutir a própria sociedade, é disputa também pelo imaginário, sobretudo dos trabalhadores. Trabalhadores, estes, cansados de um sistema massacrante. É nesse campo que se coloca o Coletivo Território B com sua peça Banalidade, não à toa, inserido dentro da programação do Festival de Direitos Humanos. Em cena quatro artistas, dois atores (Danilo Minharro e Luciano Carvalho) e duas atrizes (Bruna Amado e Magê Blanques) narram uma história real: a violenta desapropriação da comunidade de Pinheirinho em São José dos Campos no início de 2012. A apresentação a que assisti ocorreu no dia 13 de dezembro na Praça do Patriarca, centro da cidade de São Paulo.

O teatro de agitação e propaganda, conhecido por agitprop cumpriu grande função durante a revolução russa, sobretudo na forma do teatro jornal, já que em uma grande massa de analfabetos essa era a possibilidade de terem acesso a determinados temas que não tinham por outras vias. Apesar de irem fundo no caso Pinheirinho, o que o Coletivo Território B faz não é teatro jornal, embora cumpra função bem parecida, afinal em uma sociedade em que dez famílias dominam todas as grandes mídias, ir para a rua discutir os temas pertinentes à própria classe trabalhadora é fundamental.

O grupo não se restringe – ainda que não seja pouco – ao caso Pinheirinho, utilizam citações de Anton Tchekhov para mostrar a decadência de uma classe. Se o autor russo escreveu sobre a decadência da aristocracia, o mesmo vale para a burguesia de hoje. Penso que a cena pede mais elementos, alguns adereços para caracterizar essa burguesia, não apenas o chá e o texto. Na cena, um chá da tarde, as personagens que vemos conversando, é como se não pertencessem mais a este mundo. Se por um lado é certo que já não pertencem mais a esta realidade, e aí está a força da cena, por outro, é muito fácil perder a mão e a comunicação com o público, afinal a rua é lugar de trânsito e qualquer desinteresse perde-se a disputa.

Em outro momento bastante lúdico, o Coletivo Território B coloca as pessoas do público para alimentarem a "mamãe grande". Como se questionou alguém do público sobre a representação: "seria os Estados Unidos da América?" É mais, mas não deixa de ser interessante essa identificação. Na brincadeira da cena – e na vida real – todos alimentamos a "mamãe grande", mas na peça, cansados de vermos ela nos devorar, podemos nos vingar, derrotá-la. Ou até, como quase fez de verdade outra pessoa do público, destruí-la, esquecendo que era apenas um objeto, uma representação.

E aqui é importante uma reflexão. Essa vontade de destruição do objeto que representa a personagem "mamãe grande" (o próprio sistema capitalista) – figura agigantada com uma enorme boca que tudo devora – demonstra dois fatos potentes: a força do teatro e a importância de discutirmos o momento histórico atual. Os dois estão sendo feitos pelo espetáculo Banalidade. Uma peça épica que parte da realidade, demonstrando que os integrantes desse coletivo não estão apartados, e muito menos alheios à realidade social, cumprindo, assim, o papel da arte enquanto conhecimento. Por sua vez, e justamente por isso, cumprem outra função imprescindível nos tempos atuais: a disputa do imaginário da classe trabalhadora. Logo, o Coletivo Território B, não poderia está em melhor lugar: a rua.

A peça finaliza apontando para a mudança, mas não diz como, afinal, respostas devem ser criadas coletivamente. Estamos todos vivendo tempos difíceis, a grande maioria dos trabalhadores cansados de tanta repressão, tanto sufoco, tanto depauperamento, incutir nas mentes e corações a necessidade de mudanças profundas na sociedade é também papel da arte. E me parece que a mudança só pode vir da classe trabalhadora, afinal, para o outro lado, ficar como está é o melhor que pode acontecer.


[1] Mestre e Artes pelo Instituto de Artes da Unesp; membro fundador do Núcleo Brasileiro de Pesquisadores em Teatro de Rua; ator e diretor teatral.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Virada Cultural da Baixada Fluminense


"Quem te viu quem te vê"!
(Virada Cultural da Baixada Fluminense)
Nos falares da Baixada Fluminense ecoam sotaques de quase todas as regiões brasileiras. Na contra mão da imposta síndrome de "Belas-adormecidas", as cidades despertam inquietudes e encorajamento estético à diferentes segmentos que afinam estas polifonias em potentes diapasões de respiro e pulsão criativa diante das constantes tentativas de asfixia e invisibilidade cultural e territorial.
São quase quatro milhões de vozes contra o silencio de politicas públicas eficazes para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais.
Tradicionalmente a atividade cultural e artística na região tem se caracterizado por ações autônomas, sem quase nenhum apoio técnico e financeiro. Nem por isso essas atividades quase sempre protagonizadas e promovidas pela Juventude deixam ou deixaram de existir. Atualmente diversas ações desde festivais de teatro, música e dança, eventos afirmativos com viés cultural, cultura hip-hop, rock, reggae, samba e uma infinidade de mestres e culturas tradicionais em seu território estão em plena ebulição.
Quem te viu Quem te vê?" tem como seu alicerce as lentes dos documentários "Quem se importa" de Mara Mourão (que se tornou um movimento de inspiração para ações transformadoras) ou pelo "Nunca fui, mas me disseram" de alunos do Curso de Produção Cultural da IFRJ do Campus de Nilópolis (sobre a visão que não moradores da região tem sobre a região)
 "Quem te viu Quem te vê?" – é uma atitude de prontidão artística e cultural. Serão 12 horas de encontro, convivência e criatividade com apresentações artísticas, exposições feiras e "intervenções reflexivas- Bate-papos Culturais". Tudo isto articulado através de diferentes redes que animam e energizam os fios da alta tensão que acendem toda produção cultural da região.
Este ato esta articula manifesto cultural para o começo de uma virada na região:
v  A consolidação de um Fórum Permanente de Entidades e Agentes Culturais da região.
v  Criação de Fundo Estadual especifico para Desenvolvimento Cultural Regional.
v  Criação de centros de Formação profissional nas áreas das Artes e Cultura.
v  Efetivação do Programa Estadual Cultura Viva viabilizando novos editais para Pontos de Cultura na região.
v  Criação de amplo programa  publico/privado articulando juventude , cultura e participação social.
Quem te viu quem te vê"! (Virada Cultural da Baixada Fluminense) É um movimento de revitalização cultural da região articulado pelo Programa Brasil/próximo, diferentes redes culturais da juventude e sociedade civil da região base do futuro Fórum Permanente de Entidades e Agentes Culturais da Baixada Fluminense e Fórum de Secretários de Cultura da Baixada Fluminense
Local : PRAÇA SANTOS DUMONT -NOVA IGUAÇU
Data: 07/12/2013- Hora DE 18 AS 6H 

domingo, 8 de dezembro de 2013

Carta de Repúdio ao PL 416 - Florianópolis


Florianópolis, 03 de dezembro de 2013

O Fórum Setorial de Teatro de Florianópolis manifesta o seu repúdio aos atos do Secretário de Estado de Turismo, Cultura e Esporte de Santa Catarina, José Roberto Martins, bem como do Governador Raimundo Colombo que propõem a alteração de Lei Estadual 13336/2005.

A referida Lei tem o mérito de instituir o Fundo Estadual de Incentivo à Cultura - FUNCULTURAL, o Fundo Estadual de Incentivo ao Turismo - FUNTURISMO, e o Fundo Estadual de Incentivo ao Esporte – FUNDESPORTE. No caso do FUNCULTURAL, os recursos devem ser destinados a financiar, através de editais públicos de seleção, projetos na área cultural apresentados por pessoas físicas ou jurídicas sem fins lucrativos.

Acontece que o Secretário José Roberto Martins expediu documento afirmando que parte destes recursos estava sendo usada na manutenção e custeio da própria Secretaria. Quando o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público Estadual manifestaram a contrariedade a esta aplicação dos recursos, o Secretário solicitou que o Governador propusesse alterações na Lei para que os recursos do FUNCULTURAL, do FUNDESPORTE e do FUNTURISMO possam ser usados legalmente para pagar despesas da Secretaria.

Resumidamente, o Projeto de Lei 416/2013 altera o texto da Lei 13336 da seguinte forma:

Como era? "[a receita proveniente dos Fundos] será destinada a financiar, exclusivamente, projetos que possuam caráter estritamente cultural, turístico e esportivo";

Como fica com o PL 416? "[os recursos provenientes dos Fundos] poderão ser descentralizados para manutenção e custeio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), da Fundação Catarinense de Desporto (FESPORTE) e da Santa Catarina Turismo S.A. (SANTUR) ou utilizados pela Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte (SOL) para sua manutenção e custeio".

Ora, isso fere gravemente o propósito dos Fundos, que deveriam servir para fomentar a produção cultural (e esportiva, e turística) de Santa Catarina. No entender deste Fórum Setorial, o custeio e a manutenção das Secretarias de Estado devem estar previstos no Orçamento Anual do Poder Executivo, preservando o FUNCULTURAL para que ele cumpra a sua finalidade. Não admitimos o repasse desta verba para outro fim que não editais públicos de seleção de projetos culturais.

Pelo exposto, repudiamos e convidamos outras entidades representativas a repudiar atitudes que sequestrem os já irrisórios recursos destinados à cultura catarinense.

Mobilizemos nossos representantes na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina para que eles votem contrariamente ao PL 416!!!


Fórum Setorial de Teatro de Florianópolis



terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Texto para animar a discussão da formação Escambo

A EDUCAÇÃO POPULAR TECENDO TRILHAS DE REENCONTROS PELOS CAMINHOS DO SERTÃO: o movimento Escambo construindo ação-reflexão – ação


Esse é um tempo de reencontros mediados pela energia da criança que nos flexibiliza para o diálogo franco e criativo. É um tempo de embrenhar-se nas estradas do sertão e encontrar reencontrar tantos rostos, corpos, tantos seres!

Os movimentos nos levam por estradas ermas e terras marcadas pela secura da estiagem em maio das quais é possível encontrar oásis de fartura, de verdura, de águas doces e puras.  As emoções afloram e trazem lembranças de uma história de luta e resistência, construção coletiva que começa há 22 anos. Lembranças que se revolvem no baú das nossas mentes e se corporificam, se vivificam. É muita boniteza, como nos dizia Freire, o encontro com os companheiros, e mais bonito ainda, perceber que os laços que tecemos desceram às profundezas da terra com raízes tão profundas que sustentam as intempéries da secura nordestina, sertaneja.


Secura se cura com água e amor

Saudade não se cura.....


Já nos dizia Junio Santos.  Assim meus pés se fincam na areia grossa e as mãos mergulham no espelho de águas cristalinas que revela as marcas dessa construção singular e polifônica, desse canto ao mesmo tempo uno e coletivo.

Ousamos pois debruçar-nos sobre o vivido para apreender e visibilizar esse saber de experiência feito por tantas mulheres e homens de todas as idades.

Sim vamos conjugar o verbo esperançar porque é hora de assumir o compromisso não só com a luta mas com a conquista; com o sonho e o caminhar coletivo dessa marcha-dança  com pausa para uma respiração profunda que realimenta corpos, mentes e espíritos de tantas idades e experiências.

Refletir sobre o caminho, os caminhos que trilhamos. Debruçar-nos sobre a história para nutrir-se de esperança e conjugar o verbo esperançar em coros, cortejos, dança, percussão e poesia, cenopoesia, que faz o coração bater mais forte e rebumba fundo buscando um ritmo comum para nos conectar com o coração da nossa Mãe Terra; que promove o diálogo possibilidade de comprometer-nos com a incerteza do certo ou errado mas com a possibilidade de nos percebermos sujeitos da construção de nossa história assumindo a autoralidade do conhecimento que produzimos a partir da nossa experiência, da nossa arte, da nossa vida coletiva nesse movimento que se expande,se entranha e nos impulsiona a ser mais.

Os questionamentos chegam para que a problematização possa fazer emergir a consciência crítica que amplia nosso olhar e percebendo as situações-limite do cotidiano, construir o inédito viável.

Como caminhar olhando para o outro e para outra sem perder a essência? Mas qual a essência do nosso caminhar?  Como manter a magia, o encantamento que nos une amorosamente? Como manter a luta viva e o sentido profundo de solidariedade que sempre permeou esse movimento?

As perguntas geram outras e outras mais  e assim seguimos aprendendo uns com os outros fazendo o caminho no caminho e sempre estimulando essa curiosidade  de compreender  e lutar contra o que gera opressão.

Assim, à sombra das mangueiras que nos acolheram e cuidaram, trago a minha gratidão a cada um e cada uma que se fazem mestres e nos ajudam a caminhar; a Paulo Freire que nos ensinou a aprender a aprender; e a esse movimento de luta e resistência com o qual me comprometo pra seguirmos juntos.

                                  

Vera Dantas

Felipe Guerra,  RN, 01/12/2013



2% DO ORÇAMENTO PARA CULTURA JÁ: CARTA AOS VEREADORES

São Paulo, 03 de Dezembro de 2013


 

Carta aos Vereadores da Cidade de São Paulo



Excelentíssimo(a)s Senhore(a)s Vereadore(a)s



Esta  carta  representa  o  posicionamento  político  dos  movimentos  culturais  das  periferias  da cidade  de  São  Paulo  no  que  compete  ao  orçamento  da  Secretaria  Municipal  de  Cultura,  que  será votado  nos  próximos  dias.  Estamos  acompanhando  de  perto  este  processo,  conquistando  espaços  de participação  direta  para  debater  as  necessidades  orçamentárias  junto  às  Secretarias  e  Parlamentares, buscando  garantir  comprometimento  com  as  políticas  culturais,  sobretudo  aquelas  que  influenciam diretamente na qualidade da produção cultural presente nas margens.


2% Já

Esta  bandeira  foi  levantada  pelos  movimentos  culturais  das  periferias  na  ultima  audiência pública, realizada em 04 de novembro. No mesmo momento foi apresentada carta aos vereadores com o estudo orçamentário publicado pelo Fórum de Cultura da Zona Leste.
Existe  um  compromisso  firmado  no  plano  de  metas  da  prefeitura  de  2%  do  orçamento  da cidade  para  a  Cultura.  Esta  proposta  também  esteve  presente  como  uma  das  principais  demandas  da Conferência Municipal de Cultura  deste ano  e exigimos  que  seja cumprida  já em 2014.  Para tanto é necessário vontade política e apoio da Câmara dos Vereadores.


2% Como

A  produção  cultural  das  periferias  representa  em  número  a  maior  parte  da  produção  do município,  porém  tem  acesso  preterido  quando  se  trata  de  distribuição  dos  recursos.  São  necessárias políticas que revertam essa realidade cuja lógica é a de concentração dos recursos em programas e leis que, em sua execução, acabam limitados pelos muros ideológicos da exclusão imposta às margens.
 

Dos  453  milhões  previstos  para  2014,  apenas  25  milhões  irão  para  políticas  direcionadas  à periferia. A sociedade representada na Conferencia Municipal de Cultura apontou para a necessidade de investir  em  ações  diretas  nas  periferias  da  cidade  e  o  que  foi  apresentado  pela  Prefeitura  como proposta  orçamentária  não  dialoga  com  o  projeto  de  sociedade  que  queremos.  A  insuficiência  do orçamento destinado à pasta da Cultura levará o retrocesso  ou estagnação de  diversos programas de formação e produção artístico-cultural.

Sendo  assim,  os  movimentos  culturais  da  periferia  apresentam  de  forma  unificada  a reivindicação de aumento significativo do orçamento da Secretaria de Cultura, elencando as  demandas votadas na Conferência Municipal de Cultura,  e que  para nós  são  prioritárias por afetarem diretamente no aumento da quantidade e da qualidade da produção cultural periférica:

  • Aumento  da  verba  destinada  ao  Programa  VAI,  principal  política  cultural  destinada  à  produção cultural periférica;
  • Recurso para políticas de apoio e manutenção de espaços culturais independentes;
  • Recurso para programação dos equipamentos culturais, com prioridade às Casas de Cultural;
  • Verba  para  execução  da  Semana  do  Hip  Hop,  evento  regulamentado  em  lei  há  dez  anos,  mas  sem recurso previsto;
  • Recursos para reforma administrativa da Secretaria Municipal de Cultura, uma demanda apresentada tanto por movimentos como pela própria SMC.


Nós,  movimentos  articulados  das  periferias  de  São  Paulo, também  apresentamos  nesta  carta o total  REPÚDIO ao  PROJETO DE LEI 43/2013 do vereador Andrea Matarazzo  que estabelece a reformulação  da  Lei  Mendonça,  baseada  em  renuncia  fiscal,  transferindo  a  responsabilidade  do direito cultural  e do orçamento público  para a iniciativa privada. Repudiamos o fato desta Câmara Municipal, a casa do povo, não  saber distinguir entre o que beneficia a população de forma direta e o que  beneficia  ao  empresário,  permitindo  a  aprovação  de  uma  lei  que  delega  ao  departamento  de marketing de uma empresa o julgamento do que serve ou não à esta São Paulo, complexa, inovadora nas políticas públicas de cultura e participativa em seus processos de decisão.

Repudiamos o fato deste projeto de lei  injetar falsamente  87 milhões  no orçamento da cultura, enquanto  políticas  diretas  para  a  periferia  representam  um  terço  deste  valor.  Portando  deixamos  claro para o poder legislativo, e também ao executivo, que somos veementemente contrários a esta proposta de lei e lutaremos pelo seu veto.

Por  fim,  destacamos  que  durante  todo  o  mês  de  outubro  nos  reunimos  com  representantes  da Frente  Parlamentar,  Secretaria  Municipal  de  Cultura  e  SEMPLA.  Esta  casa  se  comprometeu  em investir  no  orçamento  da  SMC,  e  não  foi  para  injetar  dinheiro  em  renúncias  fiscais,  mas  para fortalecer  os  programas  já  existentes  que  estão  a serviço  da  população  que  ainda  carece  de  acesso  ao direito à cultura.  O relatório orçamentário apresentado  pela Comissão de Finanças  nesta  segundafeira  não  apresenta  estas  discussões  e  as  pautas  apresentadas  pelos  movimentos  e  cooperativas artísticas.  Perguntamos-nos  então:  para  que  servem  estes  canais  de  diálogo  como  as  conferências  e audiências públicas?  Solicitamos maior comprometimento desta casa no que tange ao interesse da maior parte da população.



Assina esta carta a Articulação dos Movimentos Culturais da Periferia:

Fórum de Cultura da Zona Leste
Movimento Organizado Moinho Vivo
Bloco dos Espaços de Ocupação Cultural
Rede Viva Periferia Viva
Multirão Cultural da Quebrada
Articulação dos Saraus Periféricos
Fórum Municipal de Hip Hop
RECUSA

além de diversos coletivos e artistas independentes em luta.


domingo, 1 de dezembro de 2013

Nota de Repúdio do 10º Festival de Teatro de Rua do Recife - 10 ANOS DE ARTE PÚBLICA - 02 a 07 de Dezembro de 2013


Poderíamos escolher em nosso largo vocabulário, palavras leves e delicadas para não constranger o Governo do Estado de Pernambuco e seus dirigentes. Poderíamos aliviar as tensões e propor mais uma vez um diálogo aprazível para ambas as partes. Poderíamos... mas não dá! A FUNDARPE mais uma vez ignora a importância de um movimento que beira os seus 30 anos de atuação e é reverenciado por todo o Brasil.

O Movimento de Teatro Popular de Pernambuco realiza o Festival de Teatro de Rua do Recife há 10 anos. Nosso Festival é referência no calendário cultural do Recife, proporcionando espetáculos, oficinas e seminários para mais de 50.000 pessoas entre público, artistas e técnicos das artes cênicas, onde circularam grupos locais e de outros estados como: Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Paraíba, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Ceará e de outros países da América Latina e Europa, respectivamente, Argentina, Chile e Itália.

A FUNDARPE ignora um Festival que atinge todas as RPAs do Recife e distribui sua programação (totalmente gratuita) no centro e nas periferias mais ESQUECIDAS dessa cidade. O Governo do Estado e o famigerado Eduardo Campos, lanças belas palavras de apoio e respeito a cultura popular, mas ignora um Festival que reúne valiosos brincantes de nossa cultura, como: Mestre Inácio do Cavalo Marinho e o Velho Dengoso do Pastoril Profano.

O que faz a FUNDARPE não apoiar o 10º Festival de Teatro de Rua do Recife? TOTAL DESRESPEITO! Além de não oferecer nenhum tipo de apoio, o presidente da FUNDARPE, Severino Pessoa, não teve coragem de comunicar oficialmente a sua decisão. SACANAS! A Secretaria de Cultura do Estado e a FUNDARPE fecharam suas portas e numa atitude por vezes repetida, decidem calar e manter a farsa de sempre.

O Movimento de Teatro Popular de Pernambuco repudia essa atitude e decide ocupar as ruas da cidade com o nosso 10º Festival de Teatro de Rua do Recife. Grupos de São Paulo, Rio Grande do Sul e do Norte, Paraíba e Pernambuco, vão sacudir as ruas e deixar claro para a população o que fazem os gestores. QUEREMOS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA AS ARTES PÚBLICAS!

Movimento de Teatro Popular de Pernambuco.

A FUNDARPE é sacana!    Poderíamos escolher em nosso largo vocabulário, palavras leves e delicadas para não constranger o Governo do Estado de Pernambuco e seus dirigentes. Poderíamos aliviar as tensões e propor mais uma vez um diálogo aprazível para ambas as partes. Poderíamos... mas não dá! A FUNDARPE mais uma vez ignora a importância de um movimento que beira os seus 30 anos de atuação e é reverenciado por todo o Brasil.    O Movimento de Teatro Popular de Pernambuco realiza o Festival de Teatro de Rua do Recife há 10 anos. Nosso Festival é referência no calendário cultural do Recife, proporcionando espetáculos, oficinas e seminários para mais de 50.000 pessoas entre público, artistas e técnicos das artes cênicas, onde circularam grupos locais e de outros estados como: Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Paraíba, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Ceará e de outros países da América Latina e Europa, respectivamente, Argentina, Chile e Itália.    A FUNDARPE ignora um Festival que atinge todas as RPAs do Recife e distribui sua programação (totalmente gratuita) no centro e nas periferias mais ESQUECIDAS dessa cidade. O Governo do Estado e o famigerado Eduardo Campos, lanças belas palavras de apoio e respeito a cultura popular, mas ignora um Festival que reúne valiosos brincantes de nossa cultura, como: Mestre Inácio do Cavalo Marinho e o Velho Dengoso do Pastoril Profano.    O que faz a FUNDARPE não apoiar o 10º Festival de Teatro de Rua do Recife? TOTAL DESRESPEITO! Além de não oferecer nenhum tipo de apoio, o presidente da FUNDARPE, Severino Pessoa, não teve coragem de comunicar oficialmente a sua decisão. SACANAS! A Secretaria de Cultura do Estado e a FUNDARPE fecharam suas portas e numa atitude por vezes repetida, decidem calar e manter a farsa de sempre.    O Movimento de Teatro Popular de Pernambuco repudia essa atitude e decide ocupar as ruas da cidade com o nosso 10º Festival de Teatro de Rua do Recife. Grupos de São Paulo, Rio Grande do Sul e do Norte, Paraíba e Pernambuco, vão sacudir as ruas e deixar claro para a população o que fazem os gestores. QUEREMOS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA AS ARTES PÚBLICAS!    Movimento de Teatro Popular de Pernambuco.

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sábado, 30 de novembro de 2013

VIII Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas - PROGRAMACAO

A RUA É NOSSA! A ARTE É PÚBLICA

A cidade de São Paulo recebe a 8ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas que contará em sua programação com o 1° Encontro Estadual de Teatro de Rua.
De 3 a 8 de dezembro de 2013, acontecerá da 8ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas, realizada pelo MTR - Movimento de Teatro de Rua de SP. 

Neste ano, a Mostra tem dois objetivos principais: celebrar os 10 anos do Movimento e construir, a partir de sua programação com os espetáculos e diversos espaços de conversa como o "Roda de Prosa" e o "1º Encontro Estadual de Teatro de Rua", uma maior integração dos fazedores de teatro de rua de todo estado.

A 8ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas, em comemoração aos 10 anos do Movimento de Teatro de Rua-SP, traz para as ruas da cidade o lema: A Rua é Nossa! A Arte é Pública!

A fim de diluir as fronteiras territoriais a partir do dialogo, o evento prioriza a troca e o fortalecimento entre iniciativas de Teatro de Rua em todo estado.
Esta edição do evento conta com uma intensa programação de espetáculos e intercâmbios com a presença de grupos de diferentes regiões da cidade de São Paulo e de cidades como Osasco, Presidente Prudente, Francisco Morato, Sorocaba e Santos, além dos grupos convidados de Criciúma- SC e Campina Grande-MS, ampliando o debate a âmbito nacional. Ainda dentro da programação da Mostra, o MTR-SP propõe o 1° Encontro Estadual de Teatro de Rua, que contará com a presença de dezenas de articuladores de diferentes regiões do estado.

A Mostra é uma realização do Movimento de Teatro de Rua de São Paulo, com copatrocínio da Secretaria Municipal de Cultura e apoio institucional da Cooperativa Paulista de Teatro.

 Sobre a Mostra
A Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas, já faz parte do calendário cultural de São Paulo. Ela nasce do desejo do Movimento de Teatro de Rua de São Paulo, levar ao conhecimento público os grupos de todo Brasil, que pesquisam e trabalham com esta linguagem e oferecer uma programação gratuita, diversificada e de qualidade, de maneira a contribuir com a difusão e a valorização do fazer teatral em espaços públicos abertos.
Os seminários e encontros que ocorrem durante a Mostra têm como principal objetivo unir os fazedores de teatro de rua, principalmente aqueles ligados às manifestações da arte popular. Neste processo de união e discussão, os grupos participantes reforçam suas identidades, seus elos profissionais, priorizando, sobretudo, temas concernentes à prática do teatro de rua e de seus aspectos: histórico, social, técnico, estético, organizacional, bem como sobre seus modos de produção e posicionamento quanto às políticas públicas de cultura.

Sobre o MTR/SP
O Movimento de Teatro de Rua de São Paulo - MTR/SP, desde sua criação, em 2002, agrega diferentes grupos e companhias de teatro de rua, pensadores e afins, visando a construção de políticas públicas permanentes que garantam a continuidade de pesquisa, produção e circulação do teatro de rua na cidade, se espalhando pelo interior do estado e litoral.
O Movimento propõe ações que possibilitem reflexões sobre o teatro de rua em âmbito nacional, assim como sua relação com as cidades. Os integrantes do MTR/SP defendem a valorização do espaço público aberto como local de criação, expressão e encontro, compreendendo assim que este espaço torna-se ambiente propício ao exercício da cidadania plena.
Atribuir novos significados aos espaços públicos e à vida social é uma necessidade do homem, sobretudo do homem urbano. A arte feita nas ruas, e aqui o teatro de rua, é uma das maneiras de tornar isso possível. Quando se retira, ainda que por um lapso de tempo, o cidadão de sua correria, permitindo-lhe fruir, rir, sonhar e ser crítico, permitindo assim que a arte seja parte significativa de sua vida. Por intermédio de tal procedimento, a rua deixa de ser apenas espaço de trânsito e converte-se em território de troca, de intercâmbio de experiência.

Lino Rojas
O diretor teatral Lino Rojas (1942-2005), dá nome à Mostra em virtude de sua pesquisa e atuação nas ruas da cidade de São Paulo. Foi um dos pioneiros da pesquisa em teatro de rua no Brasil. Em São Paulo, já em 1979 atuava com o Grupo Treta, formado por jovens da USP – Universidade de São Paulo. Lino Rojas foi formado pelo INSAD – Instituto Superior de Arte Dramática (Lima-Peru). Estudou ainda, com renomados diretores, dramaturgos e pesquisadores teatrais como Julian Beck, Enrique Buenaventura, Atahualpa del Cioppo , e Pablo Neruda entre outros. Em São Paulo ministrou diversos cursos e desenvolveu muitos projetos nesta área, dentre os quais cabe destacar o “Semear Asas“, de 1989, no bairro de São Miguel Paulista (zona leste de São Paulo), que deu origem ao Grupo Pombas Urbanas.

SERVIÇO:

8ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas
De 03 a 08 de Dezembro de 2013
Horários e Locais conforme programação abaixo.
Recomendação: Livre para todas as atividades.
Contatos da produção:
(11) 98083-3909 – Natália Siufi
(11) 98702-0212 – Noemia Scaravelli

ASSESSORIA DE IMPRENSA:

Aurea Karpor
(11) 2307-5111 / 2675-1310 / 98337-5168


    
 PROGRAMAÇÃO - 8ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas:
DIA 03/12 – Terça-feira

14h – Cortejo de Abertura
Local: Praça do Patriarca – Centro – São Paulo/SP / Duração: 50 minutos / Recomendação: Livre

15h – Espetáculo “A Festa da Rosinha Boca Mole”
Grupo: MAMULENGO DA FOLIA – São Paulo/SP
Local: Praça do Patriarca – Centro – São Paulo/SP / Duração: 50 minutos / Recomendação: Livre

Sinopse:
Alguns personagens da Festa da Rosinha Boca Mole são clássicos da cultura popular, e trazem parentesco próximo com os personagens da Commedia Dell`Arte: Benedito, Rosinha , Coronel Liborio , Diabo  Mané Pacaru e Cabo 70. Outros já são bem brasileiros como Rosinha Boca Mole, Palhaço da Vitória e Janeiro Vêm Janeiro Vai. Alguns são mitológicos, outros são animais simbólicos como a cobra grande ano crodia, o Bumba-meu-boi surubim , o urubu. Esses são básicos, mas outros podem entrar ao sabor dos improvisos e da comunicação direta com o público. O roteiro pode variar também de brincadeira para brincadeira, mas sempre tratará de questões particulares que se universalizam por identificação com qualquer plateia.

Ficha Técnica:
Concepção, Direção e Manipulação: Danilo Cavalcante

Mamulengo da Folia um dos mais atuantes grupos de bonecos do Brasil nasceu no sertão de Pernambuco - terra que é o berço do mamulengo – e já veio ao mundo pronto a correr caminhos, com sua inegável vocação de teatro mabembe.  O Mamulengo da Folia mantém o seu trabalho na rua, escola e teatro apresentando-se para plateias populares sempre numa atitude de resistência e de salvaguarda dos elementos essenciais que configuram a tradição do mamulengo brasileiro.

17h – Espetáculo “Nós da Lona - Uma Arriscada Trama de Picadeiro e Asfalto
Grupo: TRUPE CIRCO TEATRO PALOMBAR – São Paulo/SP
Local: Boulevard São João / Duração: 90 minutos / Recomendação: Livre

Sinopse:
O espetáculo “Nós da Lona – Uma Arriscada Trama de Picadeiro e Asfalto” conta a história de Dimbo, um vendedor de pipocas que tinha o sonho de ingressar no circo até que um dia se depara com uma trupe que o convida a acompanhá-los. A partir daí, ele mergulha na memória do circo levando o público através de uma narrativa divertida e envolvente que conta um pouco da história do circo através dos tempos: antiguidade, circo moderno, a chegada do circo no Brasil e o circo contemporâneo, por meio de cenas que mesclam o teatro, acrobacias, pirofagia, malabarismo, aéreos, entre outras técnicas para contar as aventuras da Trupe.

Ficha Técnica:
Direção: Adriano Mauriz / Assistência de direção: Luara Sanches e Ricardo Big / Cenário, Figurinos, Produção, Trilha Sonora: Trupe Circo Teatro Palombar / Colaboração Musical : Cinthia Arruda,  
Juliana Flory e Adriano Mauriz / Elenco: Henrique Nobre, Paulo Wesley, Leticia de Cássia Partine, Leonardo Galdino, Telber Victor, Guilherme Torres, Esmael Ferreira, Marcelo Nobre, Rafael Garcia.


A Trupe Circo Teatro Palombar nasce em 2012 no bairro Cidade Tiradentes, a partir de um processo de formação continuado iniciado em 2005 pelo Instituto Pombas Urbanas com o objetivo de promover o ato de brincar por meio de atividades circenses na infância e adolescência. Formou-se então um núcleo artístico que com o tempo montou o projeto “Nós na Lona – Elos da Tradição” (Prêmio Funarte, Carequinha 2011)  com uma proposta de formação integrada entre teoria e prática, no sentido de uma formação de multiplicadores desse processo na comunidade. Este projeto deu origem à Trupe.

19h – Festa de Abertura e Comemoração “10 anos de MTR/SP”
Local: TUOV - R. Newton Prado, 766. Bom Retiro - São Paulo/ SP

DIA 04/12 – Quarta-feira

13h – Espetáculo “Máquinas Paradas Cobrasma 68
Grupo: CIA TEATRO DOS VENTOS – Osasco/SP
Local: Praça do Patriarca – Centro – São Paulo/SP / Duração: 60 minutos / Recomendação: Livre

Sinopse:
A história de Máquinas Paradas, COBRASMA-68 narra a situação vivida por um operário que sempre se manteve distante das discussões políticas, mas que se vê envolvido na greve da COBRASMA, ocorrida em 1968 na cidade de Osasco. Durante a greve ele passa a tomar consciência do que está ocorrendo, elaborar seus questionamentos e a construir seus próprios posicionamentos.

Ficha Técnica:
Texto e direção: Luis Carlos Checchia / Elenco: Cia Teatro dos Ventos

A Cia Teatro dos Ventos nasceu de uma experiência em uma escola pública - o CENEART – formada por alunos de regiões da periferia de Osasco. Estrearam encenando uma releitura de As Primícias, de Dias Gomes. Naquela época o grupo ainda atendia pelo nome de Teatro Lazuli. De lá para cá, peças foram montadas, pessoas entraram e saíram do grupo, mas as características que formam a identidade da Cia Teatro dos Ventos continuam as mesmas: uma intensa busca pela teatralidade, um forte compromisso crítico, o olhar sobre as questões históricas por um recorte materialista histórico e, sobretudo, as ininterruptas pesquisas acerca das técnicas e estéticas teatrais. A práxis da Cia Teatro dos Ventos compreende também o engajamento político, levando seus atuais integrantes à participação em movimentos sociais e culturais.

15h – Espetáculo “Alto dos Palhaços
Grupo: TRUPE OLHO DA RUA – Santos / SP
Local: Praça do Patriarca – Centro – São Paulo/SP / Duração: 60 minutos / Recomendação: Livre

Sinopse:
Alto dos Palhaços é um auto de natal irreverente, com personagens fantásticos do universo natalino, músicas natalinas em diversos ritmos executadas ao vivo, uma boa dose de bom humor e crítica. O espetáculo é realizado ao ar livre, propondo um espaço de comunhão nas praças públicas. Um olhar crítico e divertido sobre o Natal.

Ficha Técnica:
Elenco: Alexa Kiany, Bruna Telly, Caio Martinez Pacheco, João Paulo Pires, João Luiz Pereira,Raquel Rollo, Rayssa Guimarães, Rogério Ramos, Victor Fortes e Wendell Medeiros.

A Trupe Olho da Rua é um grupo de teatro de  rua  de Santos-SP que se apresenta desde 2002. O grupo mantém em seu repertório espetáculos com contextos diferentes, mas todos com música ao vivo, elementos circenses, críticas atuais e muito bom humor. O grupo realiza em sua região diversas ações, sendo uma delas a Mostra de Teatro Olho da Rua, levando referências do teatro de rua  para Baixada Santista.

17h – Espetáculo “Marruá
Grupo: GRUPO TEATRAL PARLENDAS – São Paulo / SP
Local: Praça do Patriarca – Centro – São Paulo/SP / Duração: 60 minutos / Recomendação: Livre

Sinopse:
Quais são as linhas que demarcam um território? Que traçados determinam uma nação? O que nos torna povo de algum lugar? A pobreza respeita fronteiras? E a resistência? Marruá é uma expressão utilizada pelos peões do centro-oeste do Brasil, para designar um touro que se desgarra do rebanho, fugindo para as matas e se tornando selvagem e bravo (alongado), pois passa da época de ser abatido. Como o bicho que rompe as cercas que lhe prendem, deixamos de ser mansos e nos afastamos do rebanho para enxergar de mais longe. O espetáculo foi criado a partir de narrativas de diferentes brasileiros, das cinco regiões do país, em territórios de resistência e luta como: quilombos, seringais, aldeias e assentamentos. Fragmentado em quatro blocos, apresenta o nascimento, desenvolvimento, morte e ressureição de “uma comunidade” em constante transformação.

O Grupo Teatral Parlendas nasceu em 2007, sem nenhuma forma de patrocínio ou sede própria. Nesses mais de cinco anos, produziu e circulou quatro espetáculos e uma contação de histórias, além de oficinas e projetos culturais com atividades relacionadas a arte-educação. O nome Parlendas surge da preocupação em recuperar a história oral, em (parafraseando Walter Benjamin) escovar a história a contra-pelo para buscar no ponto de vista dos vencidos, as histórias de espetáculos. Sem direção permanente ou uma rígida divisão de funções, o grupo se formou a partir dos diferentes acúmulos e repertórios de cada integrante, que em diversos momentos conduziram os trabalhos, a partir da necessidade das pesquisas. As áreas distintas de formação dos atuadores gerou uma mistura que foi definindo a linguagem, a partir de algumas bases: o palhaço de picadeiro e a improvisação cômica; as danças dramáticas populares e o circo; o teatro épico; o uso de recursos áudio-visuais nos processos; a musicalidade e a rítmica da rua.

19h – RODA DE PROSA
Local: Galeria Olido - Avenida São João, 473 – Centro – São Paulo/SP

Debate sobre os espetáculos do dia com os integrantes dos grupos. Aberto à participação do público.



05/12 – Quinta-feira

13h – Espetáculo “(Des)água”
Grupo: COLETIVO ALMA – São Paulo/SP
Local: Praça do Patriarca – Centro – São Paulo/SP / Duração: 60 minutos / Recomendação: Livre

Sinopse:
Na fábula, dois povos - o povo bacia, que celebra a natureza, e o povo pneu, que aprisiona a força das águas – se encontram às margens de um rio morto e entram em conflito. Uma grande indústria se instala no antigo leito e os sobreviventes se veem afetados pelos destroços de uma enchente.

Ficha Técnica:
Concepção: Coletivo ALMA / Direção geral: Edgar Castro / Dramaturgia: Coletivo ALMA, com colaboração de Rogério Guarapiran / Elenco: Adilson Fernandes “Camarão”, Adriana Gaeta, Alexandre Falcão, Ana Rolf, Fabrício Zavanella, Letícia Elisa Leal, Mauro Grillo, Thiago de Oliveira Silva / Direção musical: Raniere Guerra / Direção e produção de áudio: Fabrício Zavanella / Música original: coletivo ALMA / Preparação musical (percussão) e confecção de instrumentos: Adilson Fernandes “Camarão”/ Preparação corporal: Mauro Grillo e Thabata Ottoni / Figurinos e cenografia: Samara Costa / Assistência de figurinos: Clara Njambela / Produção executiva: Marcello Nascimento de Jesus / Produção artística: Alexandre Falcão e Letícia Elisa Leal / Registro: Eliana Maurelli e Jonilson Montalvão.

O Coletivo Aliança Libertária Meio Ambiente (ALMA Ambiental) é uma associação sem fins lucrativos, que realiza ações de arte-educação ambiental desde outubro de 2003, tendo como objetivo primordial, a sensibilização e mobilização da comunidade, na busca da multiplicação de atitudes transformadoras que reintegrem o indivíduo às três dimensões da ecologia: mental (interior), social e ambiental.

15h – Espetáculo “Saltimbembe Mambanbancos”
Grupo: ROSA DOS VENTOS – Presidente Prudente/SP
Local: Praça do Patriarca – Centro – Sâo Paulo/SP / Duração: 60 minutos / Recomendação: Livre

Sinopse:
Saltimbembe Mambembancos é uma festa popular onde os palhaços se apresentam como artistas saltimbancos, formando uma roda na praça para exibir suas habilidades, músicas e divertir as pessoas.
O espetáculo é um encontro para rir de si e das personagens, é arte de rua! As técnicas de malabarismo, acrobacia de solo e perna de pau são mostradas sem formalidade e acompanhada por música ao vivo. O público e levado a uma época anterior ao circo itinerante, quando as artes circenses eram apresentadas por artistas saltimbancos.

Ficha Técnica:
Elenco: Antonio Sobreira, Fernando Ávila, Gabriel Mungo, Luiz Paulo Valente, Robson Valente, Tiago Munhoz / Texto e Direção: Grupo Rosa dos Ventos / Música original e sonoplastia: Robson Toma.

Rosa dos Ventos busca em seus trabalhos cênicos a fusão de diferentes elementos da cultura popular, circo e teatro numa arte popular de rua vibrante, ousada e de ressignificação do cotidiano. Fundado em 1999 por estudantes da UNESP de Presidente Prudente o processo artístico do grupo tem suas referências na Comicidade, na Cultura Popular, no Circo e no Teatro de Rua. A proposta é fazer arte popular, em relação horizontal e de grande proximidade com o público. O grupo também ministra oficina de Técnicas Circenses e desde o ano de 2009 vem desenvolvendo projetos, próprios e com a Federação Prudentina de Teatro e Artes Integradas, de difusão e democratização do bem cultural.

17h – Espetáculo “Ópera do Trabalho”
Grupo: Buraco d´Oráculo – Presidente Prudente/SP
Local: Praça do Patriarca – Centro – Sâo Paulo/SP / Duração: 55 minutos / Recomendação: Livre

Sinopse:
Tomando como mote a pesquisa sobre a precarização do trabalhoe o teatro musical, o Buraco d`Oráculo criou coletivamente o espetáculo Óperado Trabalho. Na pesquisa foram agregados jovens atores, para além dosintegrantes do grupo. Ambos, integrantes do grupo e participantes do projeto, receberam preparação musical, vocal e corporal no decorrer do processo. O objetivo do espetáculo é questionar e desvelar a maneira comoos produtores estão cada vez mais apartados de sua produção e submetidos a péssimas condições de trabalho. No entanto, tudo é apresentado com comicidade,porém de forma crítica, como prima grande parte do teatro de rua. O espetáculo foi estruturado em quadros, de forma episódica, mas buscando dar conta do universo do trabalho. A música é a tônica da dramaturgia, cria situações, diálogos, distancia ou envolve emocionalmente os espectadores. Uma ópera às avessas, que foge do bel canto e abusa de ritmos populares.

Ficha Técnica:
Texto: Criação coletiva do Buraco d`Oráculo / Direção: Adailton Alves / Preparação percussiva e direção musical: Celso Nascimento / Preparação e arranjos vocais: Eric D` Ávila / Preparação corporal: Elizete Gomes / Figurinos: Buraco d`Oráculo, F. Kokocht e equipe (AlexFreitas, Ana Aragon e Beto Militello) / Cenário, adereços e produção geral: Buraco d`Oráculo / Atores: Adailton Alves, Amanda Nascimento, Daniela Landin, EdsonPaulo, Guto Nunes, Heber Humberto Teixeira, Luana Csermak, Lucélia Coelho, LucianaYumi Yara, Nataly Oliveira, Patrícia Leal, Selma Pavanelli, Thiago Thalles / Desenho do painel: Alex Migliori (Comics) / Apoio Técnico: Romison Paulo / Técnico de som: Dan Ferreira / Excertos de poemas de RayLima, Manuel Bandeira e Vinicius de Moraes

O Buraco d`Oráculo é um grupo de teatro de rua da cidade de São Paulo, está pelas ruas desde 1998 e apresenta-se principalmente para um público periférico. O teatro de rua, desde o começo foi uma opção. Entre os projeto já realizados constam CIRCULAR COHAB`S, BURACO NAS PRAÇAS, PROJETO 10 ANOS e tantos outros, chegando a centenas de milhares de cidadãos.

19h – RODA DE PROSA
Local: Galeria Olido – Avenida São João, 473 – Centro – São Paulo/SP

Debate sobre os espetáculos do dia com os integrantes dos grupos. Aberto à participação do público.


06/12 – Sexta-feira

11h – Espetáculo “Conto de Todas as Cores
Grupo: GIRANDOLÁ – Francisco Morato/SP
Local: Praça do Patriarca – Centro – São Paulo/SP / Duração: 60 minutos / Recomendação: Livre

Sinopse:
Após sofrerem uma grave crise de ideias, contadores de histórias decidem unir cores e inspirações para contar uma história única: a história de Lili. Daí pra frente um mundo de cachorro pulguento, poeta velho, professora doida, vai sendo desenhado pela imaginação sem freio de Lili.
Ficha Técnica:
Dramaturgia: Eduardo Bartolomeu / Texto inspirado na obra: Lili inventa o mundo, de Maria Quintana /
Direção, iluminação e figurino: Fabia Pierangeli / Elenco: André Arruda, Meire Ramos, Gilberto Araújo e Roseli Garcia / Trilha Sonora: André Arruda e Charles Abraão / Confecção de Figurinos: Regina Helena Arruda / Cenário e Adereços: Teatro Girandolá / Programação Visual: Roger Neves / Fotos e Assistência de Produção: Mariana Moura / Desenhos: Dalila Mendonça / Produção executiva: Fabia Pierangeli

A história do Teatro Girandolá começa em 2007, quando artistas se juntam para consolidar um grupo de estudos sobre a linguagem teatral. O universo infantil e a cultura popular brasileira, ao lado da poesia de Mario Quintana alicerçaram a primeira empreitada do grupo, a criação do espetáculo “Conto de todas as cores” inspirado no livro "Lili inventa o Mundo" que estreou em março de 2008.  Dessa estreia, outras vontades surgiram e paralelamente as apresentações do espetáculo, o Teatro Girandolá encampou outras ações como a construção e manutenção da sede do grupo, o “Espaço Girandolá”, uma sala de ensaios e atividades culturais. No final de 2012, junto a outros coletivos, o Teatro Girandolá funda a Associação Cultural Confraria Poética Marginal, que vem consolidar o movimento cultural independente da zona noroeste da região metropolitana de São Paulo.

14h – Espetáculo “Júlia
Grupo: CIRQUINHO DO REVIRADO – Criciúma/SC
Local: Praça do Patriarca – Centro – São Paulo/SP / Duração: 60 minutos / Recomendação: Livre

Sinopse:
Uma mulher das ruas, vem chegando. Palheta, seu fiel escudeiro, é quem a conduz. Na bagagem coisas do mundo, coisas da vida, tantas coisas. Entre realidade e ilusão a uma linha muito tênue, onde uma mulher sem pernas seria capar de rodopiar. Essa dupla errante gira o mundo ou é o mundo quem os gira ? Excluídos pelos excluídos, dizendo-se donos dos restos de um circo incendiado, Júlia e Palheta “se viram”. Não é fácil ter pernas.

Ficha Técnica:
Atuação: Reveraldo Joaquim e Yonara Marques / Direção: Pépe Sandrez/ Assistente de Direção: Fabiano Peruchi/ Roteiro: Fabiano Peruchi, Pépe Sandrez, Reveraldo Joaquim e Yonara Marques / Consultoria de Dramaturgia: Gregory Haertel / Direção de Arte e Figurino: Maíra Coelho / Assistente de Arte e Figurino: Alexandre Antunes / Cenografia: Luciano Wieser, Maíra Coelho, Reveraldo Joaquim e Yonara Marques / Criação e Estrutura do Cenário: Reveraldo Joaquim / Maquiagem e Caracterização: Carlos Eduardo da Silva / Próteses Dentarias: Júlio César Graffrée Orviedo / Técnicos: Luan Marques Joaquim, Adriano Medeiros Marcirio e antonis Roseng  Produção: Cirquinho do Revirado

O grupo Cirquinho do Revirado nasceu em 1997, quando Yonara Marques e Reveraldo Joaquim, então casados há três anos, resolveram dar uma guinada em suas vidas. Mandaram confeccionar uma pequena lona de circo, um cirquinho, para apresentar teatro de fantoches. O boneco mestre-de-cerimônias chamava-se Revirado. Daí o nome do grupo. As encenações eram, em sua maioria, clássicos da literatura infantil, contados a partir da lógica muito peculiar do Revirado. No ano de 2001, Fabiano Peruchi passa a integrar o grupo. Neste mesmo ano acontece a montagem das peças Amor por Anexins e O Sonho de Natanael. Ambas oportunizaram ao Cirquinho uma repercussão a nível nacional, o que gerou mais responsabilidade e, inevitavelmente, uma evolução na qualidade de seus trabalhos. Daí por diante o Cirquinho do Revirado participa de vários festivais, editais, projetos de circulação e mostras importantes por todo Brasil, recebendo vários prêmios. Hoje o grupo mantém seis peças em seu repertório e, desde a sua origem, vive exclusivamente do fazer teatral.

16h – Abertura “1º ENCONTRO ESTADUAL DE TEATRO DE RUA”
Local: Galeria Olido – Avenida São João 473 – Centro – São Paulo/SP


07/12 – Sábado

9h – 1º ENCONTRO ESTADUAL DE TEATRO DE RUA
Local: CDC Vento Leste Frederico Brotero, n° 60 - Jd. Triana – Zona Leste – São Paulo/SP

ALMOÇO

14h – 1º ENCONTRO ESTADUAL DE TEATRO DE RUA
Local: CDC Vento Leste Frederico Brotero, n° 60 - Jd. Triana – Zona Leste – São Paulo/SP

19h – Espetáculo “Ditinho Curadô”
Grupo: Nativos Terra Rasgada – Sorocaba/SP
Local: CDC Vento Leste Frederico Brotero, n° 60 - Jd. Triana – Zona Leste – São Paulo/SP
Duração: 65 minutos / Recomendação: Livre

Sinopse:
A peça conta a historia de Ditinho, o retrato de um costumeiro caipira, que belo dia foi agraciado com o dom de falar com santos através das fitas da bandeira do divino. Deste dia em diante Ditinho resolve ajudar as pessoas, e entre uma consulta e outra, inocentemente levado por sua vontade de ajudar, Ditinho começa a acumular benefícios que o levam a subir de vida, eleger um prefeito, entre outras confusões que esse “dom” divino trouxe a pacata vida desse pobre caipira.

Ficha Técnica:
Direção: Tom Ravazoli / Dramaturgia: João Bid / Projeto de Cenário: Nativos Terra Rasgada / Figurino: Marcela Pankowski / Maquiagem: Bruna Salatini / Preparador Vocal: João Bid / Músicas: Nativos Terra Rasgada / Produção: Nativos Terra Rasgada / Elenco: Stefany Cristiny, Flavio Melo, Bruna Salatini, João Mendes, Rodrigo Zanetti, Lucas Cardia, Samir Jaime / Músico: Tom Ravazolli

O grupo de teatro de rua Nativos Terra Rasgada, foi fundado em 2003. Em sua pesquisa o grupo foca o teatro popular, e tem entre seus objetivos promover a democratização da arte teatral, descentralização e popularização do teatro ocupando com arte os espaços públicos. Como ação decorrente desta pesquisa o grupo, desde 2006, realiza projetos de circulação em bairros da cidade de Sorocaba e também em algumas cidades da região. Tanto as pesquisas como as ações propostas, o grupo busca difundir o teatro em lugares em que o acesso a arte é limitado, sempre com uma temática histórica ou de raiz cultural geográfica a fim de criar identificação e sentimento de pertencimento, no público, com relação ao que lhes é oferecido, buscando assim um teatro verdadeiramente popular.

20h – Show Musical “Trem das Cordas”
Com: Nandão, Danilo Monteiro e Fernando Couto
Local: CDC Vento Leste Frederico Brotero, n° 60 - Jd. Triana – Zona Leste – São Paulo/SP
Duração: 120 minutos / Recomendação: Livre


08/12 – Domingo

10h – 1º ENCONTRO ESTADUAL DE TEATRO DE RUA
Local: Centro Cultural Arte em Construção
Av. dos Metalúrgicos, nº 2.100 – Bairro Cidade Tiradentes – Zona Leste – São Paulo/SP


13h – Espetáculo “Tekohá – Ritual de Vida e Morte do Deus Pequeno”
Grupo: TEATRO IMAGINÁRIO MARACANGALHA – Campo Grande/MS
Local: Centro Cultural Arte em Construção
Av. dos Metalúrgicos, nº 2.100 – Bairro Cidade Tiradentes – Zona Leste – São Paulo/SP
Duração: 60 minutos / Recomendação: Livre

Sinopse: O espetáculo narra a trajetória do líder guarani Marçal de Souza e sua resistência histórica na luta pela terra e direitos dos povos indígenas. A palavra que dá nome ao espetáculo, Tekoha, tem um significado peculiar. “Teko” significa modo de estar, sistema, lei, hábito, costume. Tekoha, assim, refere-se à terra tradicional, ao espaço de pertencimento da cultura guarani. É no Tekoha que os guaranis vivem seu modo de ser. O Teatro Imaginário Maracangalha faz da rua a representação tão sagrado aos guaranis.

Ficha técnica:
Diretor: Fernando Cruz / Dramaturgia: Fernando Cruz em processo colaborativo com o grupo/ Elenco: Camilah Brito, Fernando Cruz, Fran Corona, Moreno Mourão e Renata Cáceres / Figurino: Ramona Rodrigues / Cenografia: Zé Eduardo Calegari Paulino / Adereços: Lício Castro / Sonoplastia: O Grupo

O Grupo Teatro Imaginário Maracangalha atua desde 2006 em Campo Grande/MS. Por opção estética trabalha a pesquisa em teatro de rua e espaços não convencionais para encenação numa perspectiva crítica e provocadora, com isso amplia o conceito de acesso as artes cênicas, circulando por ambientes que independem da caixa cênica tradicional para compartilhar conteúdo e arte. O formato 360º e os cortejos são marcas tradicionais do grupo. Ao longo destes anos, a trupe participa ativamente de vários festivais, circuitos e mostras com espetáculos, performances, cortejos e oficinas. O grupo ainda faz parte da Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR) discutindo estéticas e políticas públicas para arte pública em espaços abertos.

16h – ENCERRAMENTO 1º ENCONTRO ESTADUAL DE TEATRO DE RUA
Local: Centro Cultural Arte em Construção
Av. dos Metalúrgicos, nº 2.100 – Bairro Cidade Tiradentes – Zona Leste – São Paulo/SP


20h – SHOW “CLARIANAS” e FESTA DE ENCERRAMENTO
Local: Centro Cultural Arte em Construção
Av. dos Metalúrgicos, nº 2.100 – Bairro Cidade Tiradentes – Zona Leste – São Paulo/SP



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