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terça-feira, 19 de julho de 2011

MOSTRA REPERTÓRIO URBANO

MOSTRA REPERTÓRIO URBANO
Cia. Artesãos do Corpo - direção: Mirtes Calheiros
 
  DANÇA  .  CIDADE  .  ARQUITETURA  .  CORPO  .  MEMÓRIA  .  REFLEXÃO
 
 
 
 
... "a cidade não conta o seu passado, ela o contém como as linhas da mão, escrito nos ângulos das ruas, nas grades das janelas, nos corrimãos das escadas, nas antenas dos pára-raios, nos mastros das    bandeiras, cada segmento riscado por arranhões, serradelas, entalhes, esfoladuras." Ítalo Calvino
 
 
 
de 23 de julho a 06 de agosto – entrada franca
 
 
A mostra é composta por seis trabalhos do repertório da companhia para espaços púbicos e paisagens urbanas, possibilitando o acesso à dança contemporânea e a pesquisa cênica desenvolvida pela Cia. Artesãos do Corpo ao maior número possível de pessoas.
 
Com criações recentes e intervenções criadas em 1999 a companhia apresentará ao público um panorama de sua pesquisa para a rua através de inúmeras propostas de intervenção e diálogo com a arquitetura e com o meio urbano. Durante a mostra serão colhidas imagens para a realização de um documentário sobre a dança e sua relação com o espaço público, através de uma parceira da Cia. Artesãos do Corpo com o Laboratório Cisco.
 
Além das apresentações será realizada uma exposição fotográfica, com imagens do repertório da companhia captadas por Fabio Pazzini e uma oficina de dança em paisagens urbanas.
 
A mostra será amplamente registrada e esse registro fará parte de um documentário, com estréia prevista para o inicio de 2012, sobre a dança em paisagens urbanas e sobre o diálogo entre o corpo e a cidade. Para essa mostra estamos escolhendo espaços significativos da cidade de São Paulo, buscando criar uma cartografia simbólica e afetiva da capital paulistana através da dança.
 
Além da Mostra e do documentário esse registro fará parte do projeto DCODE da rede CQD – cidades que dançam, apresentando pontos turísticos de diversas cidade ao redor do mundo, tendo a dança como interlocutora. Veja alguns exemplos:http://www.marato.com/dcode/
 
 
 
Programação completa:
 
 
·                23/07 (sábado) às 13hs: SEDAH
                        Local: Pinacoteca do Estado
 
·                26/07 e 02/08 (terças) das 9 às 13hs – oficina PAISAGENS DO CORPO – Local: Estúdio Artesãos do Corpo
 
·                29/07 (sexta) às 15hs: FORMAS QUE O ACASO E O VENTO DÃO ÀS NUVENS
                                 às 17:30h: SEDAH
                        Local: Pateo do Collégio
 
·                 30/07 (sábado) às 11hs: CADÊNCIA 
                          às 13h: FORMAS QUE O ACASO E O VENTO DÃO ÀS NUVENS
                          Local: Largo Santa Cecília
 
·                31/07 (domingo) às 11hs: CADÊNCIA
                                      às 13h: VERITÉ
                            Local: Parque da Independência (Museu do Ipiranga)
 
·                03 a 31/08   – EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA "REPERTÓRIO URBANO-ARTESÃOS DO CORPO"  – Local: Via Libris - Passagem  - Consolação/ Av. Paulista
 
·                04/08 (quinta) às 17:30hs: R.U.A – relatos urbanos anônimos
                        Local: Parque Mario Covas (Av. Paulista)
 
·                05/08 (sexta) às 16hs: VERITÉ
                                  às 18:30h: R.U.A – relatos urbanos anônimos
                              Local: Parque Mario Covas (Av. Paulista)
 
·                06/08 (sábado) às 10hs – OLHAR URBANO
                                  Local: Estação da Luz
 
·                06/08 (sábado) às 12hs – OLHAR URBANO
                                  Local: Viaduto do Chá
 
em caso de chuva não haverá espetáculo.
 
 
Informações e detalhes:
Fones: 3667-5581 / 9310-8051
 
 
Olhar Urbano   - instalação coreográfica de rua
 
A dança está lá, mas não se vê, se pressente. O corpo dos intérpretes se deslocam ora lentamente, ora estabelecendo novos diálogos com a arquitetura local. Revelam detalhes do espaço até então despercebidas associações inimaginadas.
 
Longe da segurança do palco o corpo cria uma coreografia onde o risco e o inesperado estão presentes, tornando cada apresentação uma construção inédita.
 
As pessoas que assistem Olhar Urbano constroem junto conosco inúmeros significados, se identificam com a intervenção e recriam a cidade a cada novo olhar. Olhar Urbano propõe uma nova poética para o espaço/tempo cosmopolita e se configura como uma provocação, diante da supervalorização da velocidade e da desvalorização dos pequenos detalhes e depoimentos
·                 06 de agosto às 10hs – estação da luz
·                 06 de agosto às 12h – viaduto do chá
 
Formas que o acaso e o vento dão às nuvens
 
Espetáculo livremente inspirado no livro "As Cidades Invisíveis" de Ítalo Calvino.
 
O corpo estabelece um contato direto com a arquitetura da cidade, levando poesia e destacando pequenos detalhes que ao olhar viciado pela pressa e pela velocidade da rua não permite enxergar. Pode ser São Paulo, Irã, ou Japão. Não importa. Apenas as pessoas conferem existência e sentido às cidades. Como diz Calvino, falamos de uma cidade querendo nos referir a outra.

Movimentos sutis, quase a não ação, corpos improváveis, a dança dialogando com a arquitetura e os processos de influência e alteração que a presença da dança na rua traz para o corpo de cada bailarino e para o meio urbano, deixa a porta aberta ao improviso e ao acaso.
 
 ·                29 de julho às 15hs – pateo do collégio 
 ·                30 de julho às 13hs – largo santa cecília
 
R.U.A – relatos urbanos anônimos
 
Fragmentos de movimentos, gestos, pequenos depoimentos corporais compõe a performance multimídia que relata a caótica poesia cotidiana das metrópoles através de um diálogo não linear entre dança, vídeo, literatura, fotografia e arquitetura.
 
A multiplicidade e a simultaneidade de movimentos e resoluções cênicas criam um painel surrealista e poético dos personagens anônimos que fazem parte do cenário cosmopolita.
 
·                 04 de agosto às 17:30hs – parque mario covas
·                 05 de agosto às 18:30hs – parque mario covas
 
Cadência
 
O equilíbrio é uma ilusão. A liberdade também.
 
De verde amarelo, vamos empurrando as pedras que encontramos no caminho. Um cotidiano de urgências obriga o corpo manter-se mobilizado, em estado de alerta: há uma trégua aparente e algo está prestes a eclodir. Quando não são as pedras no caminho, há uma linha traçada no chão para acabar com a festa. Tomado de improviso o corpo se movimenta em busca de novas alternativas.
 
Cadencia é o subtexto da alegria, um jeito de dançar e existir no tempo presente.
 
 ·                 30 de julho às 11hs – largo santa cecília
·                 31 de julho às 11hs – parque da independência (museu do ipiranga)
 
Verité
 
Verité é um convite à fantasia e à imaginação. Uma oportunidade para olharmos o céu, conferir os pontos cardeais e enxergar o que há de invisível ao nosso redor.
 
Atendendo a um "chamado", uma comitiva muito estranha aparece vindo não se sabe de onde e nem de quando, portanto geringonças e engenhocas. O que eles fazem aqui? Pesquisam o ambiente? Medem, registram, olham mapas e anotações e realizam ajustes. Subitamente o vento torna-se intenso e eles passam a correr até serem levados alugar nenhum – um mundo entre duas realidades - e descobrem uma poderosa energia. Estamos emVerité.
 
Verité leva às ruas movimentos que buscam a harmonia, valorizando o singelo, aliviando o olhar cotidiano e viciado que lançamos sobre o meio ambiente. Chama atenção para o poder que o corpo possui, quando bem afinado, de nos levar a descobrir outras possibilidades. 
·                 31 de julho às 13hs – parque da independência 
(museu do ipiranga)
·                 05 de agosto às 16 hs – parque mario covas

 
Sedah 
 
Sedah propõe diversas possibilidades de acesso ao universo do redondo através da exploração do corpo e do espaço.
 
Os intérpretes convidam o público a um tempo de contemplação, de retorno a uma ligação espiritual sem mediações. O corpo é o condutor desse re-encontro. O giro que possibilita a dissolução do ego cria também imagens poéticas e deixa no espaço um rastro sutil de existência e de uma poeira que nos identifica com as estrelas.
 ·                 23 de julho às 13hs – pinacoteca de sp
·                 29 de julho às 17:30hs – pateo do collégio
 
EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA "REPERTÓRIO URBANO-ARTESÃOS DO CORPO
 
20 imagens do repertório urbano da companhia, captadas pelo fotógrafo Fabio Pazzini em diversas paisagens. Pazzini acompanha a companhia desde 2005 criando uma intimidade com a linguagem da companhia e com a dança em paisagens urbanas.
·                 6/8 a 4/9 – via libris - passagem  literária da consolação
 
 
OFICINA DE DANÇA-TEATRO : PAISAGENS DO CORPO
 
A oficina Paisagens do Corpo visa levar aos interessados a linguagem da dança em paisagens urbanas e a transformar a rua em um elemento de inspiração, cenário e palco para a criação coreográfica.  Os participantes entrarão em contato com as pesquisas de movimento desenvolvidas pela Cia. Artesãos do Corpo e sua experiência em dança em locais não convencionais.
·                 26 de julho e 02 de agosto das 9 às 13hs – estúdio artesãos do corpo

inscrições para oficina:contato@ciaartesaosdocorpo.art.br
 
 
ficha técnica:
 
direção: mirtes calheiros
 
intérpretes: bárbara freitas, ederson lopes, elder sereni, gisele ross, ken kronaz, mirtes calheiros e rodrigo caffer.
 
intérprete estagiária: margarita hernandez
 
sonoplastia: marcelo catelan
 
figurinos: maria gomes
 
registro: fabio pazzini (fotos) e laboratório  cisco (vídeo)
 
origamis: alzira cathony – estrutura de ferro:chico lencioni e camila morita
 
produção: ederson lopes
 
 
 
A mostra faz parte do projeto: Estudos sobre a proximidade, contemplado pelo X edital de Fomento à Dança para cidade de São Paulo
 
Realização:Cia. Artesãos do Corpo / Fomento à Dança            
                    Secretaria Municipal de Cultura / Prefeitura de São Paulo.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Festival de Teatro de Rua “Amazônia Encena na Rua”


           Começa Festival de Teatro de Rua "Amazônia Encena na Rua"

A partir do dia 18 até 24 de Julho a Arena do Complexo da Estrada de Ferro Madeira Mamoré será palco da 4° edição do Festival de Teatro de Rua Amazônia Em Cena. O local também abrigará a 2° edição do Festival de Dança, que acontece paralelamente à programação do Amazônia Em Cena. No evento, no qual diferentes linguagens teatrais são apresentadas em uma programação variada de espetáculos, foram incluídas também oficinas de capacitação artística e ciclos de debates, que envolvem temas como discussões sobre as particularidades da produção artística teatral na Amazônia ou as perspectivas do teatro de rua, num contexto mais geral.

O alicerce da programação do Festival se dá em torno da figura do teatro de rua, que se define como uma modalidade teatral em que os atores utilizam seu corpo e voz para a construção artístico-estética de forma interativa com os espaços urbanos, como praças, parques, entre outros. Assim todo espaço público aberto é apto a receber um espetáculo de teatro de rua, sendo assim garantia de um acesso democrático à espetáculos artísticos.

Para o produtor Chicão Santos, o  evento é um "festival de possibilidades e trocas, que trata da nossa responsabilidade social, cultural, ambiental e tem como ponto fundamental a experimentação de novas linguagens no teatro de rua. E o fundamental é a participação do público. Nesse sentido, ainda pontua o produtor  "Nosso grande anseio, desde a idealização do Festival, é de romper as fronteiras geográficas...." 

As três últimas edições do Amazônia em Cena tiveram como sede a Praça das Caixas D'água, na capital porto velhense, chegando a receber um público estimado de 25.000 pessoas na sua última edição. E será dessa mesma praça que sairá o Cortejo de Abertura dos trabalhos do Amazônia em Cena desse ano. O Cortejo terá início às 18h do dia 18.07 e irá até o novo espaço a ser utilizado para o Festival: o Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.

Integrada ao Amazônia Encena na Rua terá a 2° edição do Festival de Dança cuja programação envolve 20 grupos de dança da capital e um  grupo de Roraima. São apresentações de diversas linguagens e os grupos tem origem nos bairros de Porto Velho, além disso, todos recebem uma ajuda de custo para se apresentarem. No ano passado, em sua 1° edição o evento teve mais de 15 mil espectadores.

Na edição deste ano, o Amazônia em Cena foi agraciado com o Prêmio Funarte dedicado a Festivais de Artes Cênicas de 2010. Além da premiação, a importância desse prêmio se dá justamente pelo reconhecimento, a nivel nacional, do trabalho realizado, e a garantia do fomento dessa modalidade de expressão artística na região norte do país. Além do Prêmio Funarte, o Amazônia em Cena conta com a parceria do Governo do Estado de Rondônia através da SECEL, da Prefeitura de Porto Velho através da Fundação Iaripuna e SEMED, e do SESC Rondônia, além do patrocínio, desde sua primeira edição, da Caixa Econômica Federal.

O Festival Amazônia em Cena na Rua é realizado pelo O Imaginário, que atua desde 2005 no contexto de promoção e de produções ligadas às mais diversas espécies de linguagem teatral, e espetáculos conexos. Em seus trabalhos, o Grupo sempre busca discutir a relação do público do teatro e da cidade, e investe na vinda de especialistas em teatro para qualificar e melhorar o nível técnico dos espetáculos, promovendo a troca de experiências e interações de um jeito inovador para movimentar a cena na Amazônia.

O que: VI Festival Amazônia Encena na Rua e II Festival de Dança
Onde: Arena do Complexo da Estrada de Ferro Madeira Mamoré
Quando: Dia 18.07 a dia 24.07
Entrada livre
Tel: 3043 – 1419
Cel: 9979 - 0048