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terça-feira, 10 de setembro de 2013

A TOMADA DA CIDADE DE JOÃO PESSOA PELO TEATRO DE RUA


DIAS
    TURNO

                ATIVIDADE

LOCAL E HORA

       GRUPO








15/Set
DOMINGO
      








Noite

- Apresentação do espetáculo
CORTEJO DE CARETAS


- Apresentação do espetáculo EXEMPLOS DE BASTIÃO


- Apresentação do espetáculo
 EL GENERAL


- Apresentação do espetáculo
 O ROMANCE DO CONQUISTADOR


- Praça: do Coqueiral - Mangabeira
-19h

- Praça: Bela - Funcionários II
- 19h



- Praça: Praça da Paz - Bancários
- 19h




- Praça: Lauro Wanderley - Funcionários I
-19h


- Teatro de Caretas - CE



- Grupo de Teatro Mamulengo Sem Fronteiras - DF




- Exercito Contra Nada - PR




- Cia Paraibana de Comedia - PB











16/Set
SEGUNDA FEIRA



Manhã





Tarde



Noite


- Oficina Publica de Teatro
de Rua

- Vivencia Pratica


- Apresentação do espetáculo
A FARSA DO PÃO E CIRCO

- Conversando Com Amir Haddad
 ARTE PÚBLICA


- Ponto de Cem Reis
- de 09h às 12h

- Porto do Capim
- 08h

- Ponto de Cem Reis
- 16h30min


- Galpão Usina de Artes
- 19h30min



- Licko Turle – Grupo Tá Na Rua - RJ

 - Maracaboi - PB


- Teatro de Caretas - CE



- Grupos Participantes, Convidados e públicos em Geral








17/Set
TERÇA FEIRA





Manhã



Tarde


Noite



- Livre

- Apresentação do espetáculo
CANCÃO, MALAZARTE E TRUPIZUPE

 - Trocas, Vivências, oficinas e palestras




- Ponto de Cem Reis
- 16h30min


- Galpão Usina de Artes
- 19h30min


- Grupo Quem Tem Boca é Pra Gritar - PB


- Grupos Participantes e Convidados





18/Set
QUARTA FEIRA





Manhã


Tarde



Noite



- Oficina Publica de Teatro
de Rua

- Apresentação do espetáculo
JOÃO PÉ DE CHINELO

- Trocas, Vivências, oficinas e palestras


- Ponto de Cem Reis
- de 09h às 12h

- Ponto de Cem Reis
- 16h30min

- Galpão Usina de Artes
- 19h30min

- Licko Turle – Grupo Tá Na Rua - RJ

- Grupo Manjericão - RS


- Grupos Participantes e Convidados







19/Set
QUNTA FEIRA




Manhã

Tarde



Noite




- Livre

- Apresentação do espetáculo
EL GENERAL

- Trocas, Vivências, oficinas e palestras




- Ponto de Cem Reis
- 16h30min

- Galpão Usina de Arte
- 19h30min




- Exercito Contra Nada


- Grupos Participantes e Convidados






20/Set
SEXTA FEIRA


Manhã

Tarde


Noite



- Depoimentos dos Grupos

- Depoimentos dos Grupos


- Apresentação do espetáculo
EXEMPLOS DE BASTIÃO

- Encerramento


- Galpão Usina de Arte

- Galpão Usina de Arte


- Porto do Capim
- 19h


- Galpão Usina de Arte
- 20h30min


- Grupos Participantes

- Grupos Participantes


- Grupo de Teatro Mamulengo Sem Fronteiras - DF


- Grupos Participantes e Convidados






REALIZAÇÃO:    Grupo Quem Tem Boca é Pra Gritar
                                                                                                                                             
CO-REALIZAÇÃO: Secretaria de Cultura do Estado da Paraíba



Cafuringa não morreu, ele encantou-se

Logo na chegada a rua, que inclusive foi à rua onde residiu o artista popular cafuringa, já me sentir acolhida e também animada com o som vivo da população que se remexia para a formação da roda, sem dúvida, plateia animadíssima e variada, com crianças, jovens, idosos, homens, mulheres, e principalmente, uma convidada de cabelos brancos, serenamente sentada em um banco de madeira, era a mãe do artista, a mãe da inspiração para a cena, a mãe de cafuringa.
Como seria á vida desse artista? Como acontecia seu dia- dia de artista popular, ganhando a vida nas ruas de Pernambuco? Vendendo sua formulas, pomadas, brincando com seus bonecos, fazendo arte para trabalhadores como ele, que cotidianamente vão e vem nas suas batalhas diárias para comer, vestir, morar, viver. O Espetáculo "Cafuringa" versa sobre batalha também, artistas-trabalhadores que tem seus salários enlaçados com o chapéu aberto na roda de rua, é um trabalho-brincadeira que alimenta muitas bocas.
E assim começa o trabalho-brincadeira do artista cafuringa, levado a cena pelo ator Luís Chaves, os outros atores do grupo dão vida a alguns bonecos brincantes do artista. No espetáculo, cafuringa personaliza um sujeito deslizando entre o sério e o irônico, já seus bonecos são mais cômicos, grotescos, arremedeiros, burlescos. Cafuringa aparece como o operário da arte, militante das ruas, que ensina como resistir e existir; e através de seus bonecos grita sua condição, todavia também sussurra e encanta com sua ludicidade, desperta nas brincadeiras, músicas, sons e cores de sua arte. Assim, o espetáculo joga com antagonismos: dor e alegria, luta e paz, vida e morte.
Também a palavra é um elemento forte, a palavra que é poder e lei e que proíbe o artista cafuringa de mostrar sua arte nas praças, também sua palavra, voz de ventríloquo, ambulante, operário-artista, curandeiro popular e negro, que incita, luta, questiona, provoca. Assim como as palavras ditas pelos palhaçeiros que o acompanham, que trazem o repertório cômico, a fala aberta e corpóreo-gestual do grotesco, citada por Bakhtin com o "vocabulário da praça pública", que se expressam em gestos, sensações, sonoridades, cheiro e emoções.
Essa proximidade, essa transgressão da palavra (escrita, sentida e corporal) o despudor, a sensualidade e atração, que emanavam de seus bonecos, piadas, produtos e criação, geraram a violência, perseguição e controle para com sua arte.
A proposta do espetáculo, pelo menos nessa apresentação foi o uso do semicírculo, com caixas baús espalhas no espaço cênico de onde saem materiais, bonecos, elementos; e também convertidas em praticáveis, para elevação do plano de cena. A música é dramaturgia, pois nos vai conduzindo para desvelar o universo de brincadeiras e luta do artista cafuringa.
E nesse caminho, vamos rememorando seus números, habilidades, coisas de cafuringa. Imaginava eu, como ele seria ainda vivo? Seu porte, tom de voz, jeito? O espetáculo brinca também com nossa saudade, trama a trama fui me revoltando e querendo lutar com ele nosso embate pala arte, pela liberdade em mani-festar nosso trabalho-brinquedo.
Ao final a saga do artista popular se finda no bairro do santo amaro-recife-pernambuco, e seus bonecos que muito riram por vida choram sua morte, mas Cafuringa não morreu, ele encantou-se, navega guerreiro em cima de sua cobra -serpente, alimentando de luz e sonhos, nossa arte pública.

Raquel Franco Almeida


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

TOMADA DA CIDADE É DE 15 A 20 DE SETEMBRO DE 2013


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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Nossa Pátria é o Teatro

5º ENCONTRO COMUNITÁRIO DE TEATRO JOVEM DA CIDADE DE SÃO PAULO – NOSSA PÁTRIA É O TEATRO!


APRESENTAÇÃO

O que é nossa Pátria, nossa Comunidade? Qual é nosso lugar no mundo?
Este lugar tão nosso limita-se por linhas ou línguas? Foi desenhado quando e por quem? Por decreto, vitória de algum presidente, general, rei ou cardeal? Ou pela natureza geográfica de rios, montanhas e cachoeiras? O que nos une? O que nos divide? O lugar onde somos é nossa Pátria, nossa Pátria é o Teatro!

Somos brasileiros, peruanos, colombianos, cubanos, argentinos, chilenos, bolivianos, guatemaltecos, costarriquenos, salvadorenhos, uruguaios, mexicanos. Somos latinoamericanos! Além de paulistas somos mineiros, cariocas, acrianos, amazonenses, paraibanos, piauienses, baianos, pernambucanos, barrigas verde, gaúchos, goianos, mato-grossenses...

Somos artistas, jovens, gente apaixonada e sonhadora, que corpo a corpo, mano a mano, dia a dia trabalha seu fazer teatral em comunidade! Criando Encontro, criando Comunidade, criando Pátria!

E no 5º Encontro Comunitário de Teatro Jovem da Cidade de São Paulo, a Rede Latinoamericana de Teatro em Comunidade se reencontra após quatro anos de sua criação fraterna e coletiva realizada na primavera de 2009! Artistas de diversos países, Quixotes, Sanchos Panças e Dulcinéias de grandes aventuras em suas comunidades se reencontrarão no bairro Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo! Nesta jornada de quatro primaveras, a Rede Latinoamericana de Teatro em Comunidade tem sobrevoado por inúmeras paisagens, de sul a norte, de leste a oeste neste corpo-continente latinoamericano! Um mapa amarelado de piratas e tesouros roubados, conquistas, guerras e massacres se liqui-desfaz em nossas mãos, descolonizando nosso corpo continente. Vemos então um sol inca enamorado, amante da lua Jaci, iluminando Pachamama, nos revelando um horizonte colorido e as linhas de um futuro e um passado por inventar e construir!

Somos todos compatriotas, compadres e comadres, hermanas y hermanos de nossa Pátria Teatro. Pátria fraterna, de esperança e ação. De ação em rede, que nos embala, nos nina, nos faz criança, velhos curandeiros, nos faz sonhar com a Pátria Grande, nação humana, criativa, alimentada, acolhida.
O Encontro Comunitário de Teatro Jovem da Cidade de São Paulo, realizado pelo Instituto Pombas Urbanas, chega à sua 5ª edição! Viva o Encontro! Viva nossa alegre rebeldia!


"Que vontade de adormecer-me
Entre teus doces montes, pátria minha
Atento à fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu coração."
                                        Vinicius de Moraes

"Patria es humanidad, es aquella porción de la humanidad que vemos más cerca, y en que nos tocó nacer"  Jose Martí


SOBRE A PROGRAMAÇÃO


Cortejo - O grupo musical Ilu Obá de Min de São Paulo - SP formado por mulheres percussionistas que pesquisam a cultura negra brasileira puxará o cortejo de abertura do Encontro, percorrendo ruas do bairro Cidade Tiradentes. Além dos grupos do 5º Encontro, participarão a Escola de Samba Príncipe Negro, Escola de Dança Nery Company, Sucatas Ambulantes, Coletivo Alma Ambiental, entre outros. Venha celebrar o teatro em comunidade! 

Espetáculos Teatrais - Serão apresentados espetáculos de grupos do Brasil, Peru, Colômbia e México que desenvolvem seu fazer teatral em constante vínculo com suas comunidades, num transformador processo de democratização cultural. Espetáculos criados num processo de "com", "na" e "para" a comunidade!

Oficinas Teatrais - Voltadas para atores, jovens, grupos e pesquisadores teatrais, as oficinas serão ministradas por artistas da Rede Latinoamericana de Teatro em Comunidade no Centro Cultural Arte em Construção, cada uma com dois dias de duração. O grupo Teatro Esquina Latina (Colômbia) ministrará "Dramaturgia", o Grupo de Teatro Catalinas Sur (Argentina) de "Direção", o grupo Caja Lúdica (Guatemala) ministrará de "Trabalho Corporal" e o Teatro Trono Compa (Bolívia) sobre Linguagem!

Reuniões da Rede Latinoamericana de Teatro em Comunidade
Estarão presentes cerca de 23 representantes da Rede para avaliação das atividades realizadas em cada região desde sua criação em 2009 como encontros, intercâmbios e ações de formação, além da articulação para projetos futuros.

Encontros de Intercâmbio
Artistas dos grupos participantes e de cada país da rede, articuladores de projetos teatrais em seus países, estarão presentes para realizarem um rico espaço de intercâmbio artístico com atores de São Paulo. Os encontros são abertos a todos interessados.

Fórum "Nossa Pátria é o Teatro – Transformando com nosso corpo-continente"
A partir das reflexões construídas nas reuniões da Rede Latinoamericada de Teatro em Comunidade , o Fórum será um espaço de debate e reflexão sobre os processos culturais desde cada comunidade até este corpo-continente latinoamericano, com os eixos Memória,Território e Identidade, direitos culturais e humanos.

Shows – Samba de Roda Nega Duda, Edvaldo Santana, Jordana, Tita Reis e Nhocuné Soul fazem o som para celebrar o Encontro, integrando com ritmos e canções de nossa cultura urbana, periférica, popular latinoamericana!

Café de La Memória – Uma tarde para compartilhar histórias da comunidade, resgatando e valorizando sua memória, regada a um gostoso café e guloseimas. Este evento que normalmente se realiza no Centro Cultural para uma pesquisa de dramaturgia do grupo Pombas Urbanas será feito durante o Encontro numa proposta ampliada com histórias das comunidades da Rede Latinoamericana de Teatro em Comunidade. E contar história pode ser com poesia, música, vídeos, intervenções teatrais e muito mais!

CFC Cidade Tiradentes
Avenida Inácio Monteiro, 6.900 - Cidade Tiradentes - São Paulo / SP
tel: 2555-2840
CEU Água Azul
Avenida dos Metalúrgicos, 1.262 - Cidade Tiradentes - São Paulo / SP
tel: 2016-4476
Praça 65
Avenida dos Metalúrgicos, altura 2.200
Jardim Maravilha
Avenida Naylor de Oliveira, 10 - Cidade Tiradentes - São Paulo / SP
próximo ao terminal novo

SOBRE O POMBAS URBANAS

Desde 2008, o Pombas Urbanas e o Núcleo Teatral Filhos da Dita (primeira turma de teatro jovem da Cidade Tiradentes formada pelo Pombas) fazem do bairro Cidade Tiradentes palco para a realização do Encontro Comunitário de Teatro Jovem da Cidade de São Paulo, e que hoje conta com mais dois coletivos formados: a turma Circo Teatro Palombar e o grupo de teatro Aos Quatro Ventos.
A história do Pombas Urbanas tem início em 1989 no projeto "Semear Asas", concebido pelo diretor peruano Lino Rojas (1942-2005) com o objetivo de formar jovens de São Miguel Paulista, zona leste, com base no conceito do "Ator Orgânico" - aquele que não dissocia sua arte da vida; sendo capaz de produzir, comunicar e administrar.
Desde então, com a orientação artística de Rojas, o grupo desenvolveu pesquisa sobre a formação do ator, linguagem e dramaturgia, o que resultou na montagem de 11 espetáculos; todos com textos de Lino e criados a partir da pesquisa coletiva. A linguagem adotada pelo grupo sempre se voltou para populações com pouco ou nenhum acesso à arte e, com o tempo, sua prática trouxe ações cada vez mais estruturadas, que possibilitassem o acesso ao fazer teatral e espetáculos, como diversas apresentações em bairros periféricos, cursos de iniciação ao teatro para jovens e a elaboração de projetos de teatro para o desenvolvimento humano.
Em 2003, o grupo ganhou o 3º edital do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo com o projeto "Da Comunidade ao Teatro, do Teatro à Comunidade", que durante dois anos previa a multiplicação da experiência do grupo para jovens da zona leste.
Em janeiro de 2004, o grupo conseguiu a cessão em regime de comodato por 20 anos de um galpão no bairro Cidade Tiradentes, um dos bairros mais populosos da cidade - mais de 300 mil habitantes - em sua maioria afrodescendentes, distante 40 km do centro. O galpão estava abandonado há quase 10 anos e a primeira intervenção teatral foi feita em meio aos escombros para uma plateia de 50 crianças e familiares, o início da transformação de um local que era marcante em suas memórias como um espaço de violência e abandono.
Em 2012, cerca de 22 mil pessoas passaram pelo Centro Cultural Arte em Construção, formando uma rede de moradores (jovens, crianças e seus familiares), que se envolvem diretamente no processo artístico e comunitário que fazem parte. É desta forma que os integrantes do Pombas Urbanas compreendem e exercem sua condição de artistas: situando sua pesquisa e produção teatral junto à sociedade, com o desenvolvimento de propostas práticas e concretas de acesso à arte, desenvolvimento de conhecimentos e ferramentas para que populações historicamente marginalizadas possam produzir e refletir sobre sua realidade por meio da arte.

PROGRAMAÇÃO
*As apresentações que acontecem fora do Centro Cultural Arte em Construção estão especificadas abaixo.

Sábado – 07/9
10h - Acolhimento e Oficina de Integração
14h - Abertura – Concentração para o cortejo
15h - Cortejo com o grupo afro Ilú Obá de Min, São Paulo
16h - "Mingau de Concreto", do Grupo Pombas Urbanas (Praça do 65)
19h30- Lançamento do livro "Teoría, Técnica y Práctica Del Suceso en la Vida y en el Teatro", do director cubano Rolando Hernandez
20h - Apresentação do "Samba de Roda Nega Duda" e do grupo de percussão "As Três Marias, o Sol e a Lua", São Paulo

Domingo – 08/9
11h - "Sketch", do Grupo Pantolocos de Casa Arte, Colômbia (Praça do 65)
15h - Fórum: "Teatro Jovem – Transformando Nosso Corpo Continente"
20h - "Entre el Cielo y la Tierra", do Teatro de Los Volcanes, México

Segunda – 09/9
10 h - Reunião da Rede Latino Americana de Teatro em Comunidade – Avaliação
10h - Intercâmbio com os jovens – Articulação Comunitária (CEU Água Azul)
15 h - Oficina de Dramaturgia, com o Grupo de Teatro Esquina Latina, Colômbia
15h - Oficina de Trabalho Corporal, com o grupo Caja Lúdica – Guatemala
20h - "Nós da Lona - Uma Arriscada Trama de Picadeiro e Asfalto", do Grupo de Circo Teatro Palombar, São Paulo

Terça – 10/9
10 h - Reunião da Rede Latino Americana de Teatro em Comunidade - Próximos Passos
10h - Intercâmbio com os jovens – Comunicação (CEU Água Azul)
15 h - Oficina de Dramaturgia, com o Grupo de Teatro Esquina Latina, Colômbia
15h - Oficina de Trabalho Corporal, com o grupo Caja Lúdica – Guatemala
20h - "Tudo Está Organizado Para que Nada Aconteça", da Cia Humbalada, São Paulo

Quarta – 11/9
8h às 15h - Passeio turístico por São Paulo
20h - "Dois Perdidos", da Cia do Esculacho (Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes)

Quinta – 12/9
10 h - Reunião da Rede Latino Americana de Teatro em Comunidade
10h - Intercâmbio com os Jovens – Fazer Teatral (CEU Água Azul, nº1262);
15h - Oficina de Direção, com o grupo Catalina Sur, Argentina
15h - Oficina de Workshop - Linguagem, com o grupo Teatro Trono Compa, Bolívia
20h - "Schoolombia", do Grupo Pantolocos de Casa Arte, Colômbia

Sexta – 13/9
10 h - Reunião da Rede Latino Americana de Teatro em Comunidade
10h - Oficina Teatro e Incidência, com Fredy Bedoya, integrante da Corporación Cultural Nuestra Gente (CEU Água Azul)
15h - Oficina de Direção, com o grupo Catalinas Sur, Argentina
15h - Oficina de Linguagem, com Teatro Trono de Compa, Bolívia
20h - "Cuentos Eróticos Africanos", do Grupo de Teatro Esquina Latina, Colômbia

Sábado – 14/9
10h - Fórum: "Teatro Jovem – Transformando Nosso Corpo Continente"
14h - Café de la Memória – Encontro artístico que reunirá cenas teatrais, músicas, poesias e outras diversas formas de intervir, com o objetivo de compartilhar experiências dos trabalhos desenvolvidos nos diversos países da América Latina com todos os presentes no encontro.
19h - "Águas Profundas", do grupo Vichama Teatro, Peru
21h - Show de Edvaldo Santana e Jordana, São Paulo

Domingo – 15/9
11h - "O Morro do Pássaro Falante", da Casa do Beco, Minas Gerais (Praça 65);
15h - Show Tita Reis, São Paulo
17h – Show Nhocuné Soul, São Paulo

*Locais das apresentações:
- Praça do 65 – próxima ao Centro Cultural Arte em Construção
- CEU Água Azul – Avenida dos Metalúrgicos, 1262 – Cidade Tiradentes, SP. Tel. (11) 2016-4476 / 3396-3520
- Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes – Av. Inácio Monteiro, 6900 - Cidade Tiradentes, SP. Tel. (11) 2555-2840
- Centro Cultura Arte em Construção (CCAC) - Avenida dos Metalúrgicos, 2100 - Cidade Tiradentes, SP. Tel. (11) 2285-5699 / 2285-7758

domingo, 1 de setembro de 2013

Enquanto isso a Lei Rouanet...

01/09/2013 - 01h15

Lei Rouanet banca igreja, ponte, Oktoberfest e festa da Mancha Verde

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/09/1335213-lei-rouanet-banca-igreja-ponte-oktoberfest-e-festa-da-mancha-verde.shtml
 
RICARDO MIOTO
DE SÃO PAULO

Por meio da Lei Rouanet, agora questionada por incluir incentivos a desfiles de moda, dinheiro público já é destinado a projetos de reforma de igrejas, pontes, sedes de governo, uma Oktoberfest e até torcida organizada.
É algo comum na tributação: em todo lugar, leis que facultam ao Estado aprovar projetos de desoneração fiscal criam fila de interessados, e a porteira vai se abrindo.
Ao todo, a Rouanet já reduz a arrecadação pública em R$ 1,2 bilhão ao ano. Em comparação, em 2012 todas as universidades federais, juntas, receberam R$ 2 bilhões.
Se o objetivo da lei, de 1991, era mobilizar a iniciativa privada, reduzindo a dependência da cultura às canetadas de Brasília, houve certo fracasso. Veja as quatro empresas que mais a utilizam: Petrobras, Vale, Banco do Brasil e BNDES.
O mercado aparece mais na ponta da captação. As campeãs são fundações vinculadas a grandes empresas -Itaú Cultural e Fundação Roberto Marinho, ligada às Organizações Globo. O terceiro lugar é da Time for Fun. Em 2012, teve autorização para captar R$ 28 milhões para espetáculos como "O Rei Leão" e "A Família Addams", cujos ingressos chegam a R$ 280.
Daí surge uma das maiores críticas à lei: ela seria um "Robin Hood às avessas", tirando dos serviços públicos para bancar eventos caros.
O próprio secretário de Fomento do Ministério da Cultura, Henilton Menezes, em apresentação a empresários gaúchos em maio, criticou isso: "O acesso das classes C, D e E é baixo, [a lei] não estimula o investimento de recursos privados no setor, e a prestação de contas é inadequada".
Pela lei, em geral não há contrapartida das empresas -o incentivo é totalmente deduzido do Imposto de Renda.
Mesmo eventos mais baratos, de nicho, podem ser vistos como elitizados -em 2012, a lei apoiou nada menos que 29 eventos de jazz. E há forte concentração no Sudeste: 81% dos gastos.

CULTURA
Há muito mais, porém, sob o guarda-chuva da Lei Rouanet do que musicais e jazz.
No relatório dos incentivos de 2012, consta que a Fundação Catarinense de Cultura, ligada ao governo do Estado, conseguiu autorização para captar R$ 64 milhões para reformar a ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, com recursos de desoneração fiscal.
Pernambuco e Rio de Janeiro, por sua vez, aprovaram a captação de R$ 20 milhões e R$ 12 milhões para reformar os palácios do Campo das Princesas e das Laranjeiras.
A arquidiocese de Campinas aprovou R$ 7 milhões para reformar sua catedral. Para a de Brasília, foram R$ 25 milhões. Em São Paulo, as igrejas da Santa Ifigênia e de Santo Amaro tiveram juntas aprovação de R$ 9 milhões.
Houve ainda projetos aprovados de obras em igrejas em Curitiba, Goiana (PE), Pelotas (RS) e Porto Alegre, entre outras, em mais de R$ 26 milhões. A Oktoberfest de Igrejinha, no Rio Grande do Sul, pôde captar R$ 653 mil.
Até a Mancha Verde, torcida organizada do Palmeiras, teve R$ 1,2 milhão aprovado para organizar seu Carnaval.


Editoria de Arte/Folhapress