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segunda-feira, 13 de maio de 2013

CARTILAGENS – tensionando, conflitando, sem atrito

Por Ray Lima[1]

 

Aqui a cena faz tchan!!!

e começa por mim o espetáculo

 

"o homem-não-arte não sente não vê[2]

                                                           não dá importância ao homem-arte

                                                           mas o homem-arte olha

                                                           observa estuda absorve transforma absolve

                                                           transumaniza o homem-não-arte

 

                                                           justo aí eu existo

                                                           o espetáculo."

 

 

 

Iniciamos esta breve reflexão sobre a cenopoesia pelo comentário do poeta carioca Zé Terra que fala a partir do que vivenciou ao assistir o espetáculo "Lâminas", durante o lançamento do livro no qual o referido espetáculo se baseou, na casa do Tá na Rua, na Lapa, Rio de Janeiro, 2009.

 

"Cenopoesia o Não-Espetáculo"

 

A respeito da cenopoesia, espetáculo poético-músico-dramático, se é que assim podemos definir, criado e reinventado pelo poeta Ray Lima, tem que se ter em mente o fato de estarmos diante de algo nunca feito antes. E talvez daí resulte a grande dificuldade deste tipo de abordagem.

Não é possível na intervenção cenopoética, por parte do público, a absorção da música, do poema, ou da cena dramática separadamente, e nem em conjunto ou fundidos num só resultado.  Na verdade podemos dizer que a cenopoesia nos subtrai qualquer tentativa de reter sons, imagens ou palavras.  Só nos é permitido sentir.  O que nos é apresentado é um roteiro de sentimentos, um roteiro emocional, alias, como deve ser a poesia: que tem como sua função principal a comoção.  Na cenopoesia nada pode ser mensurado ou decodificado.  O espetáculo cenopoético coloca o espectador-ouvinte-leitor em constante movimento sensorial e físico, mas de tal intensidade que em muitos momentos nos colocamos inertes sem saber para onde serão levados pensamentos olhos e sentimentos." (José Terra. Poeta e escritor do Rio de Janeiro)

 

Consideradas as palavras generosas do poeta, acrescentamos que a cenopoesia como obra aberta permite-se ser praticada a partir de diversos caminhos, às vezes muito para além das traçadas e conhecidas possibilidades formais e não formais das artes cênicas. Por isso costumamos dizer que a cenopoesia é transcênica e dentre suas várias possibilidades como prática estão:

 

O espetáculo cenopoético - desenhado com base em um roteiro trabalhando determinado(s) tema(s), a exemplo de Linhas Cruzadas, montado em 1990 pelo grupo Arribação-RJ e Lâminas, montado pelo Grupo Pintou Melodia na Poesia-CE, em plena circulação. Assim como há no teatro a leitura dramática, há na cenopoesia a leitura cenopoética como a realizada na abertura do 9º Congresso da Rede Unida em Porto Alegre;

 

A intervenção cenopoética - que atua buscando dialogar referenciada pela razão cenopoética com e sobre outros discursos em situações como seminários, reuniões, rituais, congressos, protestos, simpósios acadêmicos, protestos, aulas formais, etc.;

 

O desafio de repente - uma linguagem-espetacular de improviso embasada em repertórios criativos e cumulativos de um ou vários grupos ou de um cenopoeta, capaz de se inserir e interagir com quaisquer contextos, otimizando e potencializando os recursos cênicos, artísticos, culturais e intelectuais disponíveis no momento em que o espetáculo se realiza, dando vazão a um lastro interminável de dialogicidade e interatividade. Citamos como exemplo de desafio de repente o espetáculo Pintou Melodia na Poesia, montado pelo grupo de mesmo nome, e A Poemia do Mundo, montado por grupos do Movimento Escambo (Cervantes do Brasil-Apodi-RN, Pintou Melodia na Poesia-Maranguape-CE, Arte Riso-Umarizal-RN, La Trupe-Natal-RN e Arte Jucá-Arneiroz-CE);

 

A vivência cenopoética – uma experiência que também pode ser ritualística e de total envolvimento coletivo, de corpo inteiro:

 

"Se tiveres que me acolher[3]

que me acolhas por inteiro,

de vida inteira, cultura adentro."

 

Dá-se de várias maneiras. Geralmente, partindo do que cada pessoa (ator, atriz, cenopoeta, cidadão, cidadã do mundo...) traz consigo, abre-se uma roda onde se inicia o ritual de nivelamento, fruição e circulação dos saberes e energias criativas até a arte de cada um espocar e tomar-se de todos, transformando-se numa festa interior que se externa com muita liberdade e solidariedade. Mais do que a troca, a criação coletiva, a soma individual e grupal de conhecimentos, a integração e diálogo entre as diversas linguagens presentes, as possibilidades de novas expressões, novos rascunhos de tecnologias leves, etc. é o forte das vivências. Assim como o desafio de repente, tem hora para começar, o fim é determinado por quem participa. Um exemplo de vivência cenopoética é o que vivemos durante dois dias em Caucaia-CE, no IV ENEPS, em 2008, na Tenda da Cenopoesia ou ainda os processos vividos no XXIV Escambo Popular Livre de Rua em Umarizal-RN, em 2008, e mais recentemente com o grupo Buraco d'Oráculo e seus convidados, em São Paulo, de 11 a 18 de setembro de 2010.

 

Ademais, a linguagem cenopoética é centrada no diálogo, carregando consigo e explicitando todas as contradições e tensões próprias de uma relação dialógica. Por outro lado precisa afirmar-se como linguagem e discurso competente, como razão possível, indo além de uma visão da arte como adorno, bobo da corte, entretenimento, arte pela arte entre outras coisas do gênero como se fosse totalmente alienada de um "modus pensanti" ou desprendida de sua razão (poética). A cenopoesia e a arte de modo geral para muitos não passa de um fantasioso, prazeroso e alegre momento que antecede outro autosuficiente - repleto de razão e eficácia – para dizer a mesma coisa que arte diz só que de modo duro, num modelo engessado e masoquista, capaz de morder a própria cauda e envenenar-se, estendendo-se por horas a fio de prazer duvidoso, torturante até e sem alegria, sem muitas vezes nada propor de novo, de concreto, "sem razão de ser," onde tudo se encaminha, mas pouco faz caminhar em sua arrogância quando sua verdadeira razão seria efetivamente "não ser."

 

A cenopoesia, claro, superintende-se para sequer desejar suprimir outras linguagens ou formas de pensar, interpretar e expressar ideias sobre o mundo, mas suprir esses vazios existentes no corpo do discurso hegemônico, fazendo deles a obra prima, problematizando o mundo, produzindo amorosidades, construindo sínteses, novas razões, novos sentidos. Sua função – cremos que não apenas da cenopoesia, mas da arte em geral – parece mais uma cartilagem que pouco se lhe dá importância, no entanto, quando falta, os atritos, as artrites, as dores aparecem, tornando o ser hipertenso, "enferrujado," paralisado ou impedido de andar. Sem cartilagem os membros do corpo vão ficando sem articulação, sem mobilidade (e quando se tenta acontece com muito sacrifício, muita dor), desarticulando o corpo inteiro, criando fissuras incuráveis na relação entre eles. Sem cartilagens não há corpo, mas apenas esqueleto. Como nos ensina Aurélio, as cartilagens são um "tecido conjuntivo especializado que constitui a maior parte do esqueleto do embrião, participa de modo importante do processo de crescimento do corpo, serve de modelo para o desenvolvimento da maioria dos ossos, forra extremidades das superfícies articulares desses, e constitui certas partes do esqueleto de animais adultos." Elas ainda podem ser, segundo Aurélio, "elásticas, fibrosas e hialinas."  Talvez, a essencialidade da arte na formulação e na expressão de um projeto de educação popular estaria também no fato de abranger e incorporar diferenciadas formas de dizer e sentir o mundo que não estão ao alcance de outras linguagens humanas que, por sua vez, eliminam vozes importantes, marginalizando e excluindo-as pela peneira elitista do circuito dos saberes letrados e acadêmicos. Tal segregação empobrece, torna esqueléticos o conhecimento e o homem, enrijece a classe acadêmica obrigando-a ter uma vocação purista, quase fascista.

 

A cenopoesia mais do que fala, rompe com o discurso palaciano e academicista para redizer o que ele diz há séculos tão ou mais eficientemente e mais leve, expressando também o que ultrapassa as margens cifradas desse discurso, com outros sentidos e formas, e que seria indizível por meio unicamente do discurso de tradição ocidental, canônico e hierarquizado. E o faz partindo de uma linguagem cheia de impurezas, misturada e esteticamente modificada, apelando para a eloqüência dos sentidos novos que a constroem, seduzindo os sujeitos para o exercício da comunicabilidade aberta, libertária e espontânea através das interfaces solidárias e amorosas das linguagens artísticas. O cenopoético se exercita indicando o fim da solidão ou do egocentrismo das linguagens e da estagnação dos discursos de travas, das correntes estéticas que encurraladas pelos donos do saber para existir pregam o fim do outro, da outra. E por isso mesmo sugere como caminho a construção de um espaço de comunhão entre os saberes. Onde os diferentes estão no mesmo lugar, desfrutando e usufruindo a riqueza coletiva do pensar criativo sem abdicar de suas cores e brilhos inatos, das motivações e propriedades que lhes dão forma e sentido.

 

Se pudéssemos considerar a arte como lugar de encontro do ser com suas múltiplas possibilidades criativo-inventivas; de ensinar e aprender, refletir e agir com e sobre o mundo, a cenopoesia seria o lugar de encontro das linguagens com todas as suas capacidades dialógicas, transitivas e infinitamente expressivas, transformadoras e autotransformadoras: de criadores e criaturas; dos praticantes e dos mundos onde nascem, vivem, morrem ou se perpetuam os homens pela força amorosa do encontro de si e entre si através de suas artes." E nesse movimento de libertação, inclusão e respeito mútuo, de profunda amorosidade podermos sentir e expressar em cada canto dos universos:


"Quando a gente se encontra[4]

É bem mais que um encontro

O som, a cor, aquele onto -

O que haverá de ser

O nosso amor,

Estranho amor,

O meu amor por você."

 

Recorremos à Vera Dantas, que se referindo à prática cenopoética em sua tese de doutoramento centrada na experiência das Cirandas da Vida, diz:

 

"Considerando essa contextualização, a linguagem "cenopoética" ocupa o centro das rodas das Cirandas da Vida, também na perspectiva pedagógica de contribuir para a superação da fragmentação presente nas práticas educativas em saúde. Nesse sentido, o exercício da linguagem "cenopoética" parece revelar-se ao mesmo tempo como uma forma singular de produção artística onde dialogam diversas linguagens e também como estratégia educativa a partir da qual é possível refletir e problematizar a realidade, lançando mão de inumeráveis possibilidades de criação e expressão."

 

Torna-se cada vez mais evidente – a cenopoesia tem demonstrado nas oportunidades que a ela tem sido ofertadas – sua potência e leveza, inclusive como ferramenta pedagógica em processos vivenciais de acolhimento, humanização, educação popular e produção de conhecimento e caminho estético. Dessa forma vem destravando relações e propiciando diálogos densos, no sentido de promover e construir ambientes favoráveis à dialogicidade entre pessoas e saberes artísticos e científicos, formais e não formais. Tem possibilitado reflexões e práticas humanizadoras em diferentes espaços e lugares. Sem desprezar nenhum caminho, mas buscando o seu próprio, vai fazendo seus alicerces e atuando desde um aquecimento intelectual ao nivelamento de energias, passando por leituras, intervenções, espetáculos, desafios de repente, vivências, reorientando práticas, sugerindo novos sentidos e formas para o sentir/pensar o mundo e a vida. Não obstante, tudo isso requer um esforço humano diário e contínuo quase sem fim. Trata-se de um problema de postura, mas também de cultura, de estrutura mental. Daí sentirmos que levaremos algum tempo para produzir conhecimento e disseminá-los sem medo e sem a marginalização da alegria. Dá-nos a impressão de que onde se pensa elege-se a carranquice e se dispensa o prazer e a festa que nossa gente tanto sambe, aprecia e domina. Associar alegria ao ato de pensar e planejar a vida ainda soa como uma bruta heresia. A alegria, a festa de que falamos aqui não se refere ao descompromisso com a vida, à balbúrdia, mas à sabedoria popular de tratar os grandes problemas da vida com humor, sem crise, com a liberdade e a grandeza de recriá-los para de novo se reencantar com aquilo que há pouco lhe atormentava.

 

Tudo passa também pela forma e expressão que sabemos/desejamos dar aos nossos sentimentos e conhecimentos produzidos, pela relação que estabelecemos a partir deles com o outro e pela lógica que queremos atribuir aos sentidos que construímos. Como justificar tanta criação, tanto conhecimento represado ou jogado no lixo e que sequer circula nos corredores das universidades, das redações dos jornais, das editoras, das mídias em geral?

 

"Quanto o povo cria[5]

e não sai na imprensa

de estética de fé

de negócio e ciência

quanto pensa e faz

quanto sonha inventa

de amor sabe tanto

a imprensa não diz."

 

Finalmente, aproveitando a potência criadora da nossa gente, dos nossos artistas poderemos não apenas enriquecer a ciência e fortalecer a luta em favor dos menos favorecidos, mas com eles nos reencantarmos pela reinvenção do mundo. Que ao valorizar seu olhar, ampliaremos nossos olhares, recriando os modos de pensar/agir/expressar, cuidando sempre da qualidade das relações, das nossas cartilagens. Para, "seguindo sem segredo/a[6] alegria, a fantasia, a ousadia, a utopia/da cultura popular," ir experimentando cada ato da história como se fosse o último sem perder o gosto e a capacidade de reinventá-la a partir de nossas práticas e reflexões cenopoéticas, bem como dos cenários infinitos que precisamos construir para manter a vida esse espetáculo mágico, desafiador e excitante que se termina em mim começa em outro ou outra logo ali:

 

"outra cena outra máscara[7]

outra cena outra máscara

outra cena outra máscara

infinitas vezes

infinitas máscaras

o homem se completa assim

 

aqui a cena faz tum! tum!!

termina o espetáculo

termina por mim"

 

 

 "Quantos seres sou eu para buscar sempre do outro ser que me habita as realidades das contradições? Quantas alegrias e dores meu corpo se abrindo como uma gigantesca couve-flor ofereceu ao outro ser que está secreto dentro de meu eu? Dentro de minha barriga mora um pássaro, dentro do meu peito, um leão. Esse passeia pra lá e pra cá incessantemente. A ave grasna, esperneia e é sacrificada. O ovo continua a envolvê-la, como mortalha, mas já é o começo do outro pássaro que nasce imediatamente após a morte. Nem chega a haver intervalo. É o festim da vida e da morte entrelaçadas."

Lygia Clark

Texto publicado originalmente em A Gargalhada nº 18, out/nov 2010.

[1] Cenopoeta, criador da cenopoesia e fundador do Movimento Escambo Popular Livre de Rua com Junio Santos, Vera Dantas, Hélio Júnior e outros homens e mulheres de Teatro do Rio Grande do Norte e Ceará.

[2] Lima, Ray. aqui a cena faz tchan!!! – Ultrapassagens. Expressão Gráfica.Fortaleza-Ce: 1994

[3] Lima, Ray. Roteiro Cenopoético para curso de terapia comunitária. Beberibe-CE: 2008.

[4] Lima, Ray.  De Onto a Onto – In Roteiro Cenopoético Lâminas 2009.

[5]Lima, Ray. Cirandas da Vida – CD Fortaleza:2009

[6] Lima, Ray. Atos de Infância. Uma Vila Chamada Zumbi. Aracati,1998.

[7] Lima, Ray. Ultrapassagens. Expressão Gráfica. Fortaleza-Ce;19994.


O Chapéu e a arte de rua



O teatro e os artistas que fazem arte de rua têm seu reconhecimento em projetos governamentais, empresas que investem em cultura. Com esse reconhecimento é comum que o teatro de rua seja recebido por instituições que antes davam mais atenção ao teatro de palco.
          O teatro de rua, entretanto, tem uma importante tradição com seu público que é o "passar o chapéu" ao final da apresentação. Esta prática tradicional, cuja documentação histórica remonta ao período medieval, tem sido proibida, coibida ou evitada em alguns desses novos locais de apresentação.
O artista de rua não depende apenas dos projetos e das instituições que os contratam, mas sim da população que é o berço e companheiro de seu trabalho. Nesse sentido, ser coibida a passagem do chapéu tem uma função negativa para a educação do público no que concerne à valorizar a arte apresentada na rua.
Não é apenas uma questão de manter uma tradição por seu charme medieval, mas sim de garantir a auto sustentação da arte e manter uma relação com o público que é fundamental para o reconhecimento desses artistas de rua.
Esse ato tem caráter de defesa de um posicionamento segundo o qual a arte de rua deve viver da rua. Tomada essa posição, significa dizer que esse movimento não pretende migrar para as salas e ambientes tradicionais para as artes cênicas, mas sim, manter seus pilares em sua origem que é chegar sempre em locais que a arte dificilmente consegue chegar.
Esta carta tem o objetivo de orientar artistas e interessados em compreender que "passar o chapéu" é um ato de preservação do teatro e da arte de rua que tem como prioridade as trocas de experiência nos espaços públicos por princípios estéticos, de conteúdo artístico, político e baseados nos direitos humanos universais sobre o acesso aos bens culturais.
Diante do exposto, solicitamos o reconhecimento da legitimidade, do princípio ético e pedagógico contido no ato de passar o chapéu ou outro procedimento que peça de forma espontânea que as pessoas contribuam com a arte de rua, independente da política e de normas institucionais que restrinjam essa prática inerente ao artista de rua.

Antônio Sobreira – grupo Rosa dos Ventos (Presidente Prudente-SP)

Publicado originalmente em A Gargalhada nº 17.


domingo, 12 de maio de 2013

COMPANHIA DE TEATRO DE RUA DO ACRE SE APRESENTA EM SALVADOR E JUAZEIRO




COMPANHIA DE TEATRO DE RUA DO ACRE SE APRESENTA EM SALVADOR E JUAZEIRO


A Companhia Visse e Versa, da cidade de Rio Branco – Acre, apresenta o espetáculo "Comédia Del´Acre" no dia 12/05, ás 11h, no Fim de Linha da Fazenda Grande do Retiro, em Salvador e no dia 14/05, em Juazeiro, ás 10h, na Praça da Misericórdia – Centro e ás 20h, na Praça da casa da Cultura Jordelio de Souza, no bairro do Kidé.

 "Comédia Del´Acre" conta a história do teatro mundial através de fragmentos de textos de renomados autores que marcaram esta trajetória, como Sófocles, Aristófanes, Shakespeare, Nelson Rodrigues, João Cabral de Melo Neto, João das Neves e o seu Fernando de Castela. Esta releitura possui estética voltada para a cultura popular, levantando questões acerca de valores éticos e morais, de forma leve e atrativa, regada a muita música e dança.

O espetáculo tem a direção de Lenine Alencar e no elenco conta com Claudia Toledo, Dino Camilo, Kilrio Farias, Geovane Roger, Lorhaynna Araújo, Sacha Alencar, Nethânia e João Paulo.

As apresentações integram o Projeto "Circuito Teatral, atravessando o Brasil do Noroeste ao Nordeste", realizado pela companhia Visse e Versa, e já passou pelos estados de Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e chaga a Bahia para apresentações em Salvador e Juazeiro.

O projeto foi contemplado no Prêmio Funarte Myrian Muniz de Teatro Brasileiro – 2011 e tem o apoio da Fundação Elias Mansour, do Governo do Acre e visa divulgar a produção teatral do estado do Acre, bem como, promover o intercâmbio da Companhia com as mais diferentes culturas, processos criativos e atividades continuadas de grupos dos estados visitados pela companhia nessa circulação de Noroeste ao Nordeste do Brasil.

Para as apresentações em Salvador a Companhia tem o apoio dos Grupos Gueto Poético, Primeiro de Maio e do Movimento de Teatro de Rua da Bahia – MTR-BA e em Juazeiro do Instituto Cultural de Arte e Educação Nego D'Água (NAENDA).



O Que?: Espetáculo de Teatro de Rua "Comédia Del´Acre"

Quando e onde?:

Salvador - 12/05 (Domingo), ás 11h, no Fim de linha da Fazenda Grande do Retiro.

Juazeiro - 14/05 (Terça-feira), ás 10h, na Praça da Misericórdia – Centro e ás 20h na Praça da Casa da Cultura Jodélio de Souza, no bairro do Kidé.

Quanto: Gratuito – Rodada de Chapéu

Informações para imprensa e público:

Cia Visse e Versa – 68 9981 – 1446 (Lenine Alencar) / cia.visseeversa@gmail.com

MTR-BA – 71 8757 – 3664 (Edilson Bispo) /edilsonbispo@yahoo.com.br

NAENDA – 74 9987 – 4002 (Marcio Ângelo) / marcioangelo_ribeiro@hotmail.com

Apoio: Movimento de Teatro de Rua da Bahia – MTR-BA, NAENDA, Gueto Poético, Grupo Primeiro de Maio e Rede Brasileira de Teatro de Rua – RBTR.

sábado, 11 de maio de 2013

Edital GiraArte. Ou Edital Frankenstein?


Avaliação Pública da Federação Prudentina de Teatro

No ultimo dia 10 de Agosto, a Federação Prudentina de Teatro promoveu um encontro de estudo e discussão do primeiro edital público do Programa GiraArte, lançando recentemente pela Prefeitura Municipal de Presidente Prudente, através de sua Secretária Municipal de Cultura e Turismo. Este edital é um instrumento de contratação de artistas e grupos para comporem a programação oficial dessa secretaria, com recursos de até 200 mil reais.

Lembramos que até o presente momento essa contração se dava sem qualquer critério público formalizado. A avaliação técnica do edital sugere uma série de erros que indicam o grau de seriedade e respeito ao interesse público com que foi elaborado e será executado.

O edital contém termo que impede, de imediato, a concorrência de uma parte significativa dos grupos e artistas da cidade. Espetáculos de música e teatro, ou qualquer outra atividade que necessite pagar direitos autorais junto ao ECAD estão impedidos de concorrer de vez que esse recolhimento só é possível com indicação prévia de data, local e público estimado. O Edital GiraArte diz que é prerrogativa da Secretaria indicar as datas e locais dos espetáculos, assim sendo, fica impossível de os grupos e artistas obterem junto ao ECAD o documento exigido pelo edital no ato de inscrição. Estamos aqui diante de um erro técnico primário e gravíssimo!

Outras observações dizem respeito à incongruência entre o que se pede no ato de inscrição, o Projeto, e o que efetivamente o edital permite realizar. Vejam os seguintes termos do edital:
• O Projeto deve conter "apresentação, justificativa, objetivo, cronograma, metodologia, carga horária e público alvo".
• "Os projetos serão selecionados para cumprir a agenda de 2011/2012 da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, podendo ser prorrogado por mais um ano. Todas as ações ocorrerão em espaços convencionais e alternativos, definidos pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo".
• "O valor pago ao proponente deverá cobrir as despesas com o cachê artístico, transporte, alimentação e infraestrutura de som e luz e demais despesas referentes às realizações das atividades contratadas".
• "Os valores serão pagos em até 10 dias após a entrega do relatório de execução do projeto acompanhado de registro fotográfico".

Deles decorrem as seguintes questões:
Por que é solicitado ao proponente um PROJETO de ação cultural quando o edital deixa claro que pretende apenas realizar a contratação de artistas e grupos para comporem a programação da Secretaria?

Como organizar um cronograma, fundamental na concepção de qualquer projeto, quando não se sabe onde nem quando (nem para quem)? Da mesma forma, como trabalhar e alcançar qualquer objetivo?

Como estabelecer um plano de gastos, sem se saber novamente quando, onde e ainda em que condições se realizará a ação cultural? Por exemplo, num espetáculo de música e teatro ou dança, a necessidade de contratação de iluminação e som pode inviabilizar a atividade, pelo custo que isso representa ao proponente; em sendo a Secretaria que indica os locais e horários fica impossível fazer previsão de gastos com esses itens.

Como realizar a ação cultural com todos os seus custos quando o dinheiro do prêmio do edital só será liberado após a total realização do projeto e apresentação de relatório final? O edital visa alcançar apenas grupos e artistas capitalizados ou que façam empréstimo bancário para arcar com os custos de execução do projeto?

Que que papel teve o Conselho Municipal de Cultura na construção desse edital? Foi seu objeto de estudo e discussão? As atas relatam esses interesses e discussões? Não houve na Secretaria Municipal de Cultura
funcionário habilitado para orientar a redação do edital em suas questões técnicas?

Diante desses aspectos (outros poderiam ser levantados), julgamos o edital como uma intervenção cultural excludente e despreparado para oferecer o bem cultural dos artistas prudentinos, tornando-se apenas uma peça política sem a finalidade pública que se diz imbuído!

A Federação Prudentina de Teatro, a única entidade cultural deste município que se colocou para estudar o Edital GiraArte, abrindo uma reunião pública para debatê-lo,compartilhar esta análise técnica e se colocar à disposição de interessados.

Federação Prudentina de Teatro - FTP
http://federacaoprudentinadeteatro.blogspot.com/


sábado, 4 de maio de 2013

Espectador Ativo


Lembro-me de um filme de 2003, hollywoodiano, com um enredo que me deixou surpreso. A história se passa na Idade Média e mostra um grupo (uma trupe de comediantes) que apresenta autos bíblicos pelo interior da Inglaterra. Quando o mentor da trupe morre, seu filho, o sucessor, conversa com os outros e decidem tentar algo novo, mas o quê? Estão em um vilarejo controlado por um barão, existe uma feira, algum comércio, mas a estrutura social é feudal. Conversam com os moradores, ficam sabendo de um crime e ouvem a versão oficial do ocorrido: um adolescente foi morto por uma mulher que era acusada de bruxaria. A trupe resolve encenar a esta história. Ao apresentá-la para o público, ficam surpresos, pois os moradores, ao verem a encenação, recusam a história oficial e começam a apontar os seus problemas. Os atores abandonam seu roteiro e passam a encenar o que está sendo narrado pelos moradores. Ao reunir as visões dos moradores, conclui-se que o adolescente foi  morto pelo barão, que ele havia abusado do menino, inventado a história e culpado a pária do vilarejo. A população que assiste ao espetáculo se revolta e toma o castelo.


O filme retrata um momento em que a produção artística ajudou a questionar o meio social onde as pessoas estavam inseridas. A peça fez com que o público deixasse de ser consumidor; ao participar da produção, as pessoas deixaram de ser espectadoras e passaram a ser colaboradoras.  O contraditório em minha experiência é que o público do cinema é espectador por definição passivo.

 

No século passado, o cinema, o rádio e a televisão fizeram o teatro se rever, buscar na sua raiz a sua reinvenção. Com a internet, a indústria cultural, que sempre se desenvolveu em sincronia com um mercado comprador, vive uma crise semelhante à que o teatro viveu durante o século XX. Vivemos um momento em que a indústria cultural passa pela transformação mais profunda, uma coisa que não parecia ser possível aconteceu, os meios de reprodução em grande escala das obras deixaram o Olimpo do grande capital e se aproximaram da população. Além disto, mesmo a produção de filmes pode ser realizada por qualquer pessoa que tenha uma boa ideia, acesso a um celular, e à internet.

 

O que foi o motivo do teatro se rever há cem anos, continua a ser e se reafirma: o teatro é uma arte em que o espectador deve ser questionado e deixar a passividade por excelência, pela sua característica básica. Na presença do público durante a realização da obra, o questionamento se torna possível e desejável. Hoje temos acesso a custo baixo a quase qualquer obra cinematográfica, temos acesso a informações de todos os tipos, temos como produzir e divulgar vídeos rapidamente, as linguagens tendem a se transformar. O teatro que conhece sua própria história pode vir a ser uma legítima referência para se questionar o que está sendo proposto na obra durante sua realização e o público ter uma atitude ativa. Este tipo de teatro passa a ser necessário urgente.

Não vou falar das produções que insistem em querer disputar com a indústria cultural um jogo perdido, como dizia Brecht quando falava deste tipo de produções há 80 anos: "tem consequências tremendas, que não são suficientemente tidas em conta. Pensando possuir um aparelho que na realidade os possui, [os artistas de teatro] defendem um aparelho que já deixaram de controlar, que já deixou de ser, como ainda julgam, um meio para os produtores, para se tornar um meio contra os produtores".

 

Se é possível que os coletivos teatrais renovem a sua linguagem com experiências multimídia, também é possível que os trabalhadores da indústria cultural aprendam com estes coletivos as formas de se organizar para produzir obras que contemplem a participação crítica dos espectadores, pois os meios técnicos estão totalmente disponíveis. Se o cinema apresenta obras acabadas, a internet já demonstrou que a televisão, como o rádio, podem ser veículos de duas mãos.  Ao teatro cabe mergulhar em sua história e exercitar com o público a sua capacidade de questionar, de interferir na obra e deixar de considerar natural aquilo que lhe é apresentado. Os trabalhadores dos demais meios de produção cultural tem muito o que aprender com os coletivos teatrais.


   Márcio Boaro - Diretor teatral
 

Texto publicado no Jornal Brasil de Fato - Edição 531 - de 2 a 8 de maio de 2013 



quinta-feira, 2 de maio de 2013

Garantir direitos para emancipação de indivíduos é uma construção coletiva da sociedade

Garantir direitos para emancipação de indivíduos é uma construção coletiva da sociedade.

Rapper Pirata- rapperpirata.blogspot.com

"Sozinho se num guenta!"

Mano Brown


Compreender como efetivar as leis sociais que estão presentes na constituição brasileira, artigo especifico o sexto, numa sociedade pós-moderna com crises cíclicas do capital, e de valores conservadores solidificado por sua elite; pode ser uma dificuldade para qualquer um que acredita em outra história para o país, porem é possível essa busca pela efetivação dessas políticas públicas, que mesmo sendo compensatórias para grande maioria da população são importantes.


O estado sul americano que se chama Brasil tem uma divida histórica com a maioria da população, essa que ouviu e ouve nos discursos de diversas administrações, em seus momentos de eleições, dizerem que pagarão. Há uma reparação do saldo negativo de diversos planos políticos em atraso, esses que mantêm a maioria pobre, e condena os seres humanos do território gigante viver na miséria, desde quando os europeus invadiram e aqui fizeram sua colônia até a atual república democrática. Somos alienados por uma antiga ideia de país do futuro, essa que vai postergando os direitos dos brasileiros trabalhadores pobres de viveram a tal cidadania plena.


São anos que os bancos de madeira nobre do senado, supremo tribunal até da presidência são mantidos como escritórios da elite, ela faz o patrimônio público pertencer à suas famílias, para determinar-se mandatária da nação.


Ela utiliza-se de estratégias inescrupulosas nos bastidores da história para manter-se onde está, e não ser incomodada. Vai criando simulacros de realidades na memória coletiva através de golpes de estado; corrupções ativas de seus próprios lideres; conchavos de falsas mudanças quando percebe que seu projeto político está ficando desgastado e correndo risco de ruir-se. Chega até alugar o território para o capital estrangeiro e vende as empresas públicas para somente lucrarem, ofertando nos como milhões de clientes para os interesses do capital estrangeiro. Portanto ela deixa intactas suas bases na pirâmide da distribuição de renda, que massacra diversas gerações de trabalhadores, especificamente a de nativos, ribeirinhos, negros e moradores da periferia.


A população é mantida na miséria e alienada com retóricas de um estado falido, o intuito é minar quaisquer possibilidades de rompimento desse ciclo de vantagens seculares dos ricos. Seus gestores públicos usam a ideologia do estado mínimo afim de não garantir os direitos sociais a nação. Enquanto os seus funcionários economistas publicam teses matemáticas na mídia para justificar a apropriação das riquezas geradas pela exploração da natureza, do solo brasileiro, com industrialização de impostos, tarifações e multas federais, estaduais e municipais e com o atachamento de salários.


Como a elite sabe que existe uma resistência de alguns movimentos políticos de base popular, que na história poderiam criar uma cidadania coletiva, então ela criou uma rede nos tribunais do judiciário para criminalizá-los. Contra eles os tais mandatários sempre movem a máquina do estado brutalmente, com o foco de eliminar suas lideranças seja por assassinatos, esquartejamentos, encarceramento, empobrecimento. Além de apropriam-se das lutas, a elite transveste-se como fossem essas lideranças das causas dos pobres, que lutam e lutaram pela mudança do rumo da história do país, essa é uma das engrenagens do seu sistema político. Ela também manipula os sistemas de comunicação e parlamento para controlar da mentalidade do povo emburrecendo-o para não haver futuras revoltas nas ruas.


Os trabalhadores são precarizados nas suas conquistas democráticas, sempre há ataques aos seus direitos: SUS (sistema de saúde), ECA (estatuto da criança e adolescentes), CLT (consolidação das leis trabalhistas), aposentadoria; forma entendida pelos pensadores da burguesia nacional para corrigirem as derrotas que tiveram no percurso da história, então difundem a necessidade de reformas de leis que foram criadas a partir das bases populares.


Os partidos políticos não realizam a politização da massa, por acordos de alternâncias do poder entre burguesias, principalmente essa nova oriundas da indústria, comercio, universidades, funcionarismos público e do próprio parlamento. O produto interno bruto é fatiado com poucos, que se adaptam as benesses da minoria. Com essa estrutura ideológica construída para não haver transformações sociais reais no país, deixam algumas políticas públicas avançadas nas áreas da saúde, assistência, trabalho, cultura e educação não serem efetivadas, porque também são observadas como negócios para o capital, além de trazerem mudanças radicais na cultura do país.


Os partidos políticos e muitos intelectuais mergulharam na proposta do neoliberalismo internacional, iniciado na década de setenta pelo EUA e Inglaterra, por perceberam que obteriam privilégios e seus grupos de empresários, ricos, igrejas e movimentos de interesses exclusos. Em troca controlam os bolsões de miséria, para retirarem e apropriarem-se do dinheiro público; enfraquecendo sindicatos; tornam as universidades tecnicistas; precarizando as relações trabalho; aumentam o aprisionamento; promovendo a morte de jovens pretos e moradores da periferia; criminalizam a pobreza, difundindo pelos meios de comunicação valores conservadores, sucateando o ensino público e hospitais; aumentando a especulação imobiliária; desestimulando a partição da população no parlamento; corrompendo os movimentos e lideranças para manter a fragmentação da esquerda, entre outras formas que a cartilha da elite brasileira rege.


Com tudo isso se cria uma sensação ser um desafio impossível à emancipação da população para transformar essa sociedade brasileira, em razão desta sagacidade das elites mutar-se em várias décadas, com seu intuito de manter na dependência a maioria. Essa maioria que sobrevive como as pessoas que estavam na situação de escravizados em quase quatrocentos anos nesse país.


A ideia de sobrevivência, superar o outro como concorrente, é propagada pelas elites brasileira e internacional, juntas sabem que o trabalhador não irá unir-se com seus semelhantes, a energia que provocaria a mudança dessa perversa história de um povo.

Os movimentos sociais, assistentes sociais, professores, artistas culturais são uteis para garantir os direitos da população pobre, auxiliando-a a compreender sua situação e quais são as ferramentas para sua emancipação humana. Porque o dialogo entre trabalhadores são momentos de compreensão e de ajuda mútua, não perdendo de vista os andares de avanços e de retrocessos do cotidiano do trabalhador brasileiro.


Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 64, de 2010


Metabolismo capital



Adailtom Alves
Grupo de empresários e banqueiros discutem os novos tempos.
Empresário 1 – O jogo agora é ser sustentável!

Empresário 2 – Continuar a ganhar, como sempre, mas afirmando que todos ganham...

Banqueiro 1 – Nisso temos experiência.

Banqueiro 2 – Criatividade!

Empresário 1 – Indústria criativa...

Banqueiros 1 – E sustentável!

Banqueiros 2 – Uma peça, para ser vendida, precisa ser produzida a cada nova venda, mas uma ideia, depois de criada, pode ser vendida indefinidamente!

Empresário 2 – Indústrias criativas e sustentáveis!

Empresário 1 – É o mesmo modo de produção, só que mais humano! (Riso geral)

Banqueiro 1 – Agora é divulgar. Afinal, somos democráticos! (risos)

Mídia alardeia a boa ideia.
Jornalista – Pool de empresários e grupo de banqueiros, preocupados com o destino do planeta e da humanidade, se reúnem para pensar novas estratégias de produção. Uma produção mais limpa, mais sustentável, mais condizente com os novos tempos. Temos aqui uma nota do encontro. Sem dúvida uma sábia decisão. Todos querem mudanças, um mundo melhor. Vamos ao estúdio.

Apresentador – Temos aqui em nossos estúdios o grande economista Richard Strauss, que vem acompanhando a discussão e as decisões tomadas para a virada de novos rumos, de um mundo mais sustentável. Richard, como você vê esses decisões?

Richard – Olá todos! É um momento importante e uma sábia decisão desse grupo de empresários preocupados com a humanidade e com o planeta.

Apresentador – Quais os benefícios dessa decisão e como a população pode apoiar?

Richard – Blá, plá, plim, pló, bilu, bulu, bilu (Até ser interrompido).

Apresentador – Dr. Richard, um momento, pois acabamos de receber uma nota da Igreja, na qual o Papa apoia a decisão tomada pelos empresários. Realmente, o mundo todo preocupado com o futuro do planeta.

Richard – É importante dizer, que os governantes das principais economias do mundo, os empresários, assim como Sua Santidade, estão todos preocupados com nosso futuro e vem discutindo na mesma direção. E como eu dizia da importância desse plano, plá, plé, pli, pló, plu, bilu, bilu, bilu.

Coro
O discurso da democracia nos persegue
Guerras em seu nome
Invasão pela paz e democracia.

Quem elege os dirigentes do FMI?
Quem elege os dirigentes do Banco Mundial?
O que é o Conselho de Segurança da ONU?

O planeta pede socorro
O capitalismo se reinventa
Trabalhador(a) é hora de reagir.